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Cidadania e Justiça

Adolescentes discutem temas para II Fórum Pan-Americano da área

Preparação

Eles definem 12 recomendações sobre direitos da criança e do adolescente que Brasil irá apresentar em evento internacional
por Portal Brasil publicado: 17/11/2014 16h39 última modificação: 17/11/2014 16h39

Em torno de 15 adolescentes das cinco regiões do País estiveram reunidos no sábado (15) e no domingo (16), na capital Federal. No local, discutiram e definiram 12 recomendações sobre os direitos que o Brasil irá apresentar no II Fórum Pan-Americano da Criança e do  Adolescente, evento que acontece de 9 a 12 de dezembro, em Brasília.

Realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), a Oficina preparatória do II Fórum aborda os temas: Adolescentes que Cumprem Medidas Socioeducativas, os Sistemas de Responsabilidade Juvenil e o Enfrentamento à Exploração Sexual que serão debatidos no encontro, em dezembro.

Ao abrir a Oficina na tarde deste sábado (16), a Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da SDH/PR, Angelica Goulart, destacou a importância da participação juvenil.

“Esse é um momento de troca de diferentes olhares sobre a realidade vivenciada pelos próprios adolescentes. Nesses dois dias, esperamos que amadureçam suas posições, que se  preparem  para receber os companheiros dos outros Estados e,  que as recomendações que produzirem representem a voz dos adolescentes brasileiros à respeitos dos seus direitos”, afirmou.

A escolha dos garotos e garotas para participar dessa Oficina se baseia no protagonismo e influencia que exercem em suas comunidades. 

Eles têm entre 12 e 17 anos de idade, atuam em diferentes frentes promovendo e defendo os direitos do público infanto-juvenil em variadas organizações da sociedade civil, pelo Brasil.

Indicados pela Plan Internacional, Maria Maisa e Marcos Antônio são descendentes de quilombolas e vieram de Codó, Maranhão.

No bairro Nova Comunidade, território dos quilombos no qual vivem, por meio do projeto de Construção de Açudes, realizam oficinas com as famílias e falam sobre formas de educar sem violência e maneiras de se proteger e oferecer segurança a meninos e meninas. 

Jaqueline Dias, de 17 anos, baiana, é multiplicadora do Movimento Jovem de Políticas públicas da Organização Não Governamental Visão Mundial. Conta que por meio dessa articulação conseguiram revitalizar colégios públicos em Cajazeiras, bairro de Salvador considerado maior bairro da América Latina.

- As escolas não ofereciam estruturas adequadas, existiam buracos no teto, quando chovia não tinha aula. Isso ocorria dois ou três dias por semana. Fizemos mobilização na comunidade e incidência junto à prefeitura e as escolas foram reformadas, esse ano temos aulas todos os dias, relata satisfeita com o resultado conquistado.

Peterson Reis, belenense é atuante da Coalizão Global de Jovens contra a Aids - Gyca Brasil e da Rede de Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/Aids. Por meio dessa Rede, Peterson promove oficinas de conscientização e fala da diferença entre ser portador do vírus e quem já desenvolveu a Aids. Realiza ainda, nas escolas de Belém, palestras sobre a importância da prevenção e dos recursos e oportunidades necessárias para desenvolver intervenções na luta contra o HIV/Aids.

“Sou portador do HIV desde os 14 anos, sinto o preconceito na pele, mas isso não me desanima, pelo contrário, me dá mais força para continuar nessa batalha. Atuamos também com o acolhimento de jovens, mas precisamos do respaldo de políticas públicas eficazes que nos permitam viver com mais dignidade e interfiram de maneira efetiva para mudar nossa realidade”, defende.

Brena Silva e Hyago Rodrigues são adolescentes que cumprem medidas socioeducativas. Através, da Terre des Hommes Brasil, atuam na disseminação do paradigma da justiça juvenil restaurativa. Realizam nas escolas, oficinas de prevenção e mediação de conflitos.

Cinco adolescentes educomunicadores, do Projeto de Educomunicação Marista Eco@r Jovem, estão acompanhando e realizando a cobertura do encontro.

Também estão elaborando um vídeo das atividades desenvolvidas durante o evento que será exibido no encerramento.

Fonte:

Secretaria de Direitos Humanos

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