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Cidadania e Justiça

Grupo de Anistia entrega relatório à Comissão da Verdade de Pernambuco

Mapeamento

Documento traça perfil de mortos e desaparecidos políticos referentes ao estado do Nordeste
por Portal Brasil publicado: 11/11/2014 12h24 última modificação: 09/12/2014 18h02

A Comissão da Memória e Verdade Dom Helder Câmara do Estado de Pernambuco recebe, nesta terça-feira (11), relatório da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, que traça o perfil de mortos e desaparecidos anistiados políticos referentes ao estado de Pernambuco.

A pesquisa analisou informações como idade, gênero, atividades e militância política dos anistiados e também mapeou os tipos de atos de exceção cometidos, ano de ocorrência, locais, autores e instituições envolvidas.

“Aproveitamos nosso acervo de mais de 74 mil processos para contribuir com as investigações das comissões da verdade regionais”, explica Paulo Abrão, presidente da Comissão de Anistia.

A pesquisa também vai subsidiar o relatório da Comissão Estadual Dom Helder Câmara, que será enviado à Comissão Nacional da Verdade.

A Comissão da Anistia traçou a história de dez anistiados que constavam no seu acervo. Todas as pessoas estudadas eram do sexo masculino, e a maioria tinha entre 14 e 24 quando foi atingida por um ato de exceção – mais que o dobro da faixa etária de 31 a 40 anos.

Além disso, a maioria dos mortos e/ou desaparecidos políticos era formada por estudantes com intensa atividade política clandestina.

Quanto ao perfil dos atos de exceção, foram encontrados 20 tipos distribuídos em 76 ocorrências.

A maioria desses atos confirma as práticas de terrorismo de estado: prisão, tortura, execução, desaparecimento.

O maior período de ocorrência de atos de exceção foi de 1968 a 1973, e em seguida, foram os três primeiros anos da ditadura.

Ramires Maranhão do Valle é um dos casos analisados. Militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) e estudante secundarista de Recife/PE, foi preso em 1964, com apenas 14 anos.

Após nove anos, em 1973, foi assassinado no Rio de Janeiro. A mãe, ao encontrar o corpo do filho, faleceu de parada cardíaca.

Fonte:

Ministério da Justiça

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