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Cidadania e Justiça

Mais 55 cidades aderem ao Sistema de Segurança Alimentar

Sistema Nutricional

Adesão ao Sisan reforça duas ações: garantir o acesso à alimentação, e promover a qualidade dos alimentos
por Portal Brasil publicado: 28/11/2014 12h54 última modificação: 28/11/2014 12h54

Mais 55 cidades de todo o País aderiram ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) na quinta-feira (27), em Brasília (DF).

A adesão das prefeituras foi realizada durante o Seminário Nacional sobre o Sisan. A partir de agora, 89 cidades, os 26 estados e o Distrito Federal fazem parte do sistema.

Na solenidade de abertura, o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e secretário executivo da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan Nacional), Arnoldo de Campos, ressaltou a saída do País do Mapa Mundial da Fome, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

“Estamos hoje no mapa dos países que são referência nas políticas de segurança alimentar e nutricional. Estamos mudando o retrato do Brasil no cenário mundial”, comemorou o secretário.

Para Campos, a adesão dos municípios ao Sisan reforça duas ações que ainda devem ser enfrentadas no Brasil e no mundo: garantir o acesso à alimentação, por meio da busca ativa ao número de famílias que ainda estão em insegurança alimentar, e promover a qualidade dos alimentos que são ingeridos pela população.

“Estamos em uma nova fase, mas não teremos qualidade na nossa ação se os municípios não estiverem engajados”, disse.

O secretário destacou também a participação da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, em premiação em Roma, organizada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), quando o governo brasileiro será condecorado por alcançar os Objetivos do Milênio – entre eles, reduzir a fome e a pobreza – antes do prazo estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O Sisan tem por objetivo coordenar as ações públicas em segurança alimentar e nutricional e articular a integração entre os entes federados e a sociedade civil para garantir o direito à alimentação adequada.

A partir da adesão, os estados e municípios podem formular e implementar suas políticas de forma mais integrada e promover o acompanhamento, monitoramento e avaliação da situação de alimentação e nutrição local e ainda podem verificar o impacto dos programas federais na sua população.

Seminário

Mais de 200 representantes da Caisan e do Consea dos estados e dos municípios, além de prefeituras e secretarias municipais, universidades e entidades da sociedade civil estão reunidos para analisar o processo de implantação do Sisan e para propor estratégias de fortalecimento por meio da intersetorialidade e da participação social.

Para a presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Maria Emília Pacheco, a realização deste seminário coincide com a preparação para a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, prevista para novembro de 2015.

“É a expressão da necessidade de construir e consolidar este sistema nas cidades, estados e pelo governo federal”, apontou.

A secretária de assistência social adjunta do MDS, Valéria Gonelli, participou do seminário e apresentou o Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Ela apontou onde os sistemas podem convergir para melhorar a vida da população que ainda se encontra em vulnerabilidade, como a utilização dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) como forma de mapear a fome.

“O direito à alimentação nos faz juntar a lógica da assistência social à garantia de segurança alimentar”, afirmou.

Nesta sexta-feira (28), os participantes do encontro se reunirão em grupos para discutir ações de intersetorialidade, a participação de instituições com e sem fins lucrativos no Sisan, a implantação do sistema nos estados e cidades com definição de competências e pactos para execução e sobre experiências de garantia do direito à alimentação adequada.

Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

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