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Cidadania e Justiça

Mostra de Cinema e Direitos Humanos estreia em Brasília

Ditadura nunca mais

Evento será realizado em todas capitais brasileiras até 20 de dezembro. Tema da Mostra são 50 anos do golpe militar
por Portal Brasil publicado: 03/11/2014 20h06 última modificação: 03/11/2014 20h14

Nesta segunda-feira (3), ocorreu a cerimônia de abertura da 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul, em Brasília.

Em discurso na abertura do evento, a ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Discursos Humanos, falou sobre o caráter democrático do evento, que se propõe a exibir diferentes produções culturais que “este planeta produz". A ministra citou os cinemas brasileiro e argentino como dois dos exemplos na sequência.

“Faremos um esforço para que possamos produzir produções audiovisuais em quais a população brasileira possa se identificar”, disse ela. 

A edição deste ano terá como tema especial os 50 anos do golpe militar. Em referência ao golpe de 64, Ideli foi enfática ao defender os direitos reconquistados com o fim do período: “Tortura nunca mais. Ditadura nunca mais!”

O evento exibe ao todo 41 produções audiovisuais, todas com entrada gratuita e sistema closed caption e sessões voltadas para pessoas com deficiência visual, exibidas com audiodescrição. 

A Mostra será realizada nas 27 capitais brasileiras de hoje até 20 de dezembro. Neste ano, também será expandida para outros mil pontos culturais pelas demais cidades do País, entre janeiro e março de 2015.

São filmes produzidos não só na América do Sul, como nos outros anos, mas também em países do Hemisfério Sul, como Egito e Jordânia.

Lúcia Murat

A programação de abertura inclui a exibição do filme “Que Bom Te Ver Viva” da cineasta carioca Lúcia Murat, que será homenageada nesta edição da Mostra. Murat esteve envolvida com os movimentos políticos de resistência ao golpe, foi presa em 1971 e levou suas experiências para as telas do cinema com o fim da ditadura.

Produzido em 1989, o filme “Que Bom Te Ver Viva” aborda o relato de oito ex-presas políticas torturadas durante o regime militar brasileiro. Murat classificou como “fundamental” a iniciativa de “levar cinema e direitos humanos para o Brasil inteiro.”

"O fundamental não é só a informação, mas que a gente informe os nossos corações. Eu acho que essa mostra de Cinema e Direitos Humanos atende a essa necessidade", conclui a cineasta carioca.

Fonte:
Portal Brasil, com informações da Secretaria de Direitos Humanos

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