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Cidadania e Justiça

Polícia do RJ discute racismo na segurança do estado

Conscientização

Evento visa compreensão das formas pelas quais conceitos de raça e racismo se estabeleceram no mundo e, particularmente, no Brasil
por Portal Brasil publicado: 14/11/2014 15h39 última modificação: 14/11/2014 15h39

Policiais militares cariocas participam nesta sexta-feira (14), na Academia de Polícia Militar Dom João VI, de um debate sobre o racismo na política de segurança do Rio de Janeiro. 

De acordo com o titular Superintendência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Supir), Rogério Gomes, o debate será conduzido a partir do entendimento de que “o Estado brasileiro corrobora com o sistema racista e faz da militarização da sociedade uma maneira de analisar o cidadão pela sua renda, cor e características físicas.” 

O objetivo da atividade, também segundo os organizadores, é analisar a construção do conceito de raça, numa perspectiva de interface entre a Antropologia, História e Sociologia, visando a compreensão das formas pelas quais os conceitos de raça e racismo se estabeleceram no mundo e, particularmente, no Brasil.

“Nossa intenção é discutir a especificidade da formação da sociedade brasileira, revisando mitos e paradigmas ainda presentes no senso comum acerca de raça; estabelecer a relação entre o racismo e a construção da identidade individual e de grupo e seus desdobramentos nas abordagens sobre Direitos Humanos e Cidadania”, explicou Rogério.

De acordo com a Supir, a violência teve queda significativa no Rio de janeiro nos últimos dez anos, mas os dados ainda revelam que os avanços não garantem o direito à vida e à segurança para a população negra.

“A queda da taxa de crescimento da violência, representa uma estratégia combinada entre os governos estadual, federal e municipal em combater o crime organizado, implantando, nas principais áreas de conflito, as UPPs – Unidades de Policia Pacificadora, com vistas à 'retomada' dos territórios ocupados por traficantes de drogas e milícias”, afirma Gomes.

Diante das constatações, o superintendente acredita que é preciso fortalecer as ações estratégicas de prevenção à violência e de redução dos homicídios autoria/vitimização de jovens negros.

Além disso, diz que é preciso articular com a Polícia Militar ações pela eliminação do racismo institucional com foco na mudança de princípios e valores; promover a quebra do estigma sociocultural contra o jovem negro visto como inimigo potencial a partir de rotulações como “suspeito cor padrão”.

Fonte:

Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

 

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