Você está aqui: Página Inicial > Cidadania e Justiça > 2014 > 11 > Procuradoria impede que União pague indenização por ação da PF

Cidadania e Justiça

Procuradoria impede que União pague indenização por ação da PF

Apreensão

Autor da ação gostaria que a entidade pagasse por suposto prejuízo material que sofreu durante ação da polícia
por Portal Brasil publicado: 14/11/2014 15h29 última modificação: 14/11/2014 15h29

A Advocacia-Geral da União (AGU) impediu a condenação da União ao pagamento de indenização de quase R$ 26 milhões por supostos prejuízos causados pela apreensão de bens realizada pela Polícia Federal (PF) em investigação criminal. 

Entre os bens apreendidos, havia grande quantidade de cheques e notas promissórias.

Mas o Ministério Público Federal desistiu da investigação do crime de usura (cobrança excessiva de juros), pelo fato de o prazo de prescrição da punição já ter transcorrido.

Dessa forma, a 3ª Vara Criminal da Circunscrição Especial Judiciária de Brasília/DF determinou o arquivamento do caso e a restituição dos bens apreendidos.

Porém, de acordo com os autos, a devolução dos cheques e notas promissórias ocorreu após a prescrição dos créditos, o que impossibilitou que o autor da ação exercesse o direito de receber os seus valores.

Dessa forma, ele alegou que faz jus à indenização por causa do grande prejuízo material que sofreu em decorrência da ação da PF. 

Em defesa da União, a Procuradoria-Regional da União na 1ª Região (PRU1) alegou que todos os títulos já estavam prescritos no momento em que a ação foi ajuizada.

Segundo os advogados públicos, se houve prejuízo, foi causado pelo próprio autor, que ajuizou a ação somente após a prescrição dos créditos. 

A PRU1 demonstrou também que "a apreensão dos bens foi precedida de ordem judicial sem qualquer ilegalidade, fundamentada em indícios concretos da prática criminosa, e assim, não se pode atribuir responsabilidade ao Estado, no exercício do seu poder de investigação dentro dos limites traçados pela lei." 

Além disso, de acordo com os advogados da União, os bens apreendidos seriam resultados do suposto crime de usura.

Os títulos de crédito seriam destinados ao pagamento ou garantia de empréstimos concedidos pelo autor. 

A 20ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal acolheu os argumentos da AGU, confirmou a legalidade da apreensão dos bens e negou o pedido de condenação da União ao pagamento de indenização.

A magistrada entendeu que "os atos praticados pelos agentes da ré deram-se no exercício da respectiva função, não se caracterizando erro judiciário, que poderia acarretar a obrigação de indenizar do Estado."

Fonte:

Advocacia Geral da União

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Conferência debate políticas para pessoa com deficiência
Acessibilidade, ‎inclusão e combate ao preconceito são alguns dos temas debatidos no encontro
Conferência debate discriminação contra LGBT
Conheça as proostas da 3ª Conferência de Políticas Públicas de Direitos Humanos de ‎LGBT
Conferência dos Direitos da ‪‎Pessoa Idosa debate saúde
Entre as principais demandas está a humanização do atendimento de saúde
Acessibilidade, ‎inclusão e combate ao preconceito são alguns dos temas debatidos no encontro
Conferência debate políticas para pessoa com deficiência
Conheça as proostas da 3ª Conferência de Políticas Públicas de Direitos Humanos de ‎LGBT
Conferência debate discriminação contra LGBT
Entre as principais demandas está a humanização do atendimento de saúde
Conferência dos Direitos da ‪‎Pessoa Idosa debate saúde

Últimas imagens

A seleção dos aprendizes será realizada a partir do cadastro no Portal Mais Emprego
A seleção dos aprendizes será realizada a partir do cadastro no Portal Mais Emprego
Foto: Pref. de Campo Verde/MT
“É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres”, disse Eliana Emetéri
“É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres”, disse Eliana Emetéri
Foto: Blog do Planalto
Ação ocorreu na zona norte do Rio e na Baixada Fluminense
Ação ocorreu na zona norte do Rio e na Baixada Fluminense
Divulgação/EBc
Plano vai ser definido por representantes do ministério do Trabalho, OIT, governo estadual e Ministério Público
Plano vai ser definido por representantes do ministério do Trabalho, OIT, governo estadual e Ministério Público
Foto: Renato Alves / MTE
Na Câmara dos Deputados, representação das mulheres também é baixa, elas ocupam apenas 10% das cadeiras
Na Câmara dos Deputados, representação das mulheres também é baixa, elas ocupam apenas 10% das cadeiras
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Governo digital