Cidadania e Justiça
Incra faz vistorias na área da Zona da Mata pernambucana
Projetos
Técnicos da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Pernambuco devem finalizar até o início de 2015 o relatório que indicará a viabilidade, ou não, da implantação de um projeto de assentamento na área da Usina Maravilha S/A, localizada em Goiana (PE), na Zona da Mata pernambucana.
As vistorias do Incra/PE que subsidiam a confecção do relatório foram iniciadas na segunda quinzena do mês de agosto.
Esse relatório é, basicamente, composto por quatro elementos: Laudo Agronômico de Fiscalização (que é a classificação quanto a produtividade); laudo Agronômico de Avaliação (que diz respeito ao valor da terra e das benfeitorias); estudo de Capacidade de Geração de Renda (que vai dizer quanto é possível uma família extrair de renda para o seu sustento e o tamanho da área suficiente para isto); e pré-parcelamento (que é organização prévia do espaço do provável assentamento).
Segundo o engenheiro agrônomo do Incra/PE responsável pelas vistorias, Bruno Moura, o primeiro laudo já foi concluído e o segundo e terceiro estão sendo finalizados, paralelamente, pelas equipes em campo. O relatório estará pronto no início do ano de 2015 e seguirá para um acordo entre o Incra e os proprietários dos imóveis.
História
Quando a Usina Maravilha S/A cessou suas atividades toda produção de cana-de-açúcar dos engenhos da região foi deslocada para a Usina Cruangi. A partir daí, começaram a somar dívidas trabalhistas com os cortadores de cana da região. Estava instaurado o conflito.
A localidade passou a viver um clima de instabilidade, pois os moradores e os cortadores, exigindo seus direitos, chegaram a ocupar a sede da Usina Cruangi em meados de 2012. A justiça bloqueou os bens da Usina, mas isso não foi suficiente para apaziguar os ânimos.
Então os trabalhadores iniciaram um processo de ocupação dos engenhos da Maravilha. A lei veda o Incra de trabalhar em áreas ocupadas.
Após negociações com o Incra, o Ministério Público e os movimentos sociais, os proprietários aceitaram ceder seis engenhos do complexo para vistoria e avaliação do Incra.
Os engenhos Paraguaçu 1 e 2, São Sebastião, Merepes, Pau Amarelo e Folguedo juntos possuem uma área de, aproximadamente, três hectares onde já moram 60 famílias e existem atualmente 355 acampados.
Se for criado o assentamento, existe a possibilidade de assentar cerca de 400 famílias.
A Usina Maravilha S/A foi construída em 1889, por Diniz Peryllo de Albuquerque Melo, em terras que antes pertenciam a um engenho, e havia passado por mãos holandesas durante a invasão.
Durante o século XX a usina chegou a possuir uma linha férrea, que acompanhava o curso do Rio Capibaribe Mirim até a sua foz no Rio Goiana.
Fonte:
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