Cidadania e Justiça
Documentário “Paredes Invisíveis” é lançado com solenidade no DF
Direitos humanos
Nesta sexta-feira (23), ocorreu a cerimônia de lançamento do documentário “Paredes Invisíveis – Região Nordeste”. A solenidade com presença da ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Direitos Humanos, marca o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase, agendado para o próximo domingo (25).
O vídeo produzido pela Secretaria reúne depoimentos de brasileiros atingidos pela hanseníase que foram submetidos à internação compulsória em hospitais-colônia, nos estados do Nordeste.
A obra tem como objetivo resgatar a história das vítimas da hanseníase, uma das doenças de pele mais antigas da história da medicina, que conseguiram reconstruir suas vidas com a indenização concedida pelo governo federal por meio da Lei 11.520/2007. Nos últimos 7 anos, mais de 8,5 mil pessoas foram contempladas com pensão vitalícia prevista por lei.
Em 13 de janeiro de 1949, a Lei Federal nº 610 recomendou o internamento compulsório dos pacientes diagnosticados com a doença em colônias. A lei também determinava que pais com hanseníase entregassem seus bebês à adoção, o que resultou no desmembramento de diversas famílias.
A situação perdurou até 1986, quando os hospitais-colônia foram transformados em hospitais gerais. De acordo com a ministra Ideli Salvatti, o governo federal irá apurar denúncias apontando que três hospitais-colônia ainda em atividade mantém pacientes diagnósticados com hanseníase em isolamento, um deles inclusive adotaria a prática de apreender recursos financeiros dos pacientes.
"Tirar a autonomia financeira dos pacientes é uma atitude do nosso ponto de vista criminosa", declarou a ministra durante a cerimônia de lançamento do documentário.
A doença
Transmitida pelas vias respiratórias, a hanseníase atinge a pele e nervos periféricos. A manifestação mais comum da doença são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas pelo corpo. Após iniciado o tratamento, a pessoa para de transmitir a doença quase que imediatamente.
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde na última quarta-feira (21) mostram que a hanseníase está em decréscimo contínuo desde 2003 no Brasil. A taxa de prevalência da doença caiu 68% e a taxa de cura aumentou 21,2% nos últimos dez anos.
Campanha contra a Hanseníase
Campanha publicitária do Ministério da Saúde alertará a população sobre a importância do diagnóstico precoce da hanseníase e o tratamento que é ofertado de graça no Sistema Único de Saúde (SUS). A nova campanha tem o mote "Hanseníase: quanto antes você descobrir, mais cedo vai se curar".
A iniciativa deste ano será iniciada no mês de agosto em escolas de todo o Brasil e vai reforçar que a doença tem cura, mas pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou o tratamento não adequado . A campanha será direcionada aos municípios de maior prevalência, localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Fonte:
Portal Brasil, com informações da Secretaria de Direitos Humanos e do Ministério da Saúde
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