Cidadania e Justiça
Bahia tem centros de acolhimento para filhos de ambulantes durante o Carnaval
Assistência
Pensando nos trabalhadores ambulantes do Carnaval - como vendedores de adereços, bebidas e comidas, cordeiros, pessoas que fazem a separação dos blocos e catadores de latas - a prefeitura de Salvador (BA) adaptou o espaço de quatro escolas para a criação de centros de acolhimento de crianças e adolescentes, filhos desses profissionais.
Como esse tipo de atividade não tem hora para começar, nem para terminar, muitos trabalhadores acabam levando os filhos para os postos de venda, no meio do circuito de carnaval, por não ter com quem deixar os pequenos.
A creche municipal do Bairro de Calabar, próximo a um dos circuitos de Carnaval, tornou-se um dos centros de atenção para essas crianças.
No local, foram montadas salas de sono, de banho, lanche, almoço e de brinquedos. Além disso, uma equipe de assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, enfermeiros e nutricionistas prestam atendimento a mais de 60 crianças, 24 horas por dia.
Em alguns casos, os pais deixam os filhos no local e só buscam na Quarta-feira de Cinzas, período em que se encerra o acolhimento.
A pequena Yasmin, de 6 anos, conta que prefere estar no abrigo divertindo-se em vez de acompanhar a mãe, que vende cachorro-quente em um dos circuitos de Salvador. “Se estivesse com minha mãe, estaria sentada o dia todo. Aqui eu brinco, merendo, durmo e também tomo café”, conta a menina.
O último levantamento da prefeitura de Salvador mostrou que em um único dia quase 900 crianças e adolescentes foram abordados sozinhos ou acompanhados dos pais nos circuitos do Carnaval. Trinta deles estavam fazendo algum tipo de trabalho, como recolher latas, o que é proibido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
Fonte:
Agência Brasil
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