Cidadania e Justiça
Prédio em SP abrigará 120 famílias do Minha Casa Minha Vida
Habitação
Uma das avenidas mais famosas de São Paulo - a Ipiranga - está prestes a se tornar referência para os movimentos de moradia popular.
É lá, próximo ao cruzamento com a Avenida São João, imortalizado na canção de Caetano Veloso, que um prédio que um dia abrigou uma repartição pública será transformado em habitação para famílias com renda de até R$ 1.600, a partir de um projeto da entidade Unificação das Lutas de Cortiços e Moradia (ULCM).
O Edifício Ipiranga é o primeiro projeto do programa Minha Casa Minha Vida – Entidades em que um prédio público abandonado será transformado em habitação popular. No Rio de Janeiro, foi iniciado um projeto semelhante, no Condomínio Manoel Congo.
O prédio, cuja reforma começou em dezembro passado, irá abrigar mais de 480 pessoas em 120 apartamentos do Minha Casa Minha Vida - Entidades.
Os primeiros moradores do novo Edifício Ipiranga deverão chegar em junho de 2016, afirma o engenheiro civil Renato Rodrigues, um dos responsáveis pela Integra, empresa contratada pela entidade organizadora - Unificação das Lutas de Cortiços e Moradia - para fazer a modernização do prédio.
A reforma do prédio ainda está na fase de demolição das partes internas do Edifício. Vinte operários iniciaram em dezembro o trabalho de demolir as paredes da edificação para que os andares sejam redesenhados como residências. “Vamos deixar só o esqueleto e toda parte de instalação e divisórias serão refeitas”, conta o engenheiro Renato Rodrigues.
“É uma obra importante por ser o primeiro empreendimento do Minha Casa Minha Vida - Entidades em retrofit e que poderá servir de parâmetro para as próximas reformas no centro de São Paulo”, afirma o engenheiro.
Para ele, o aproveitamento de prédios abandonados como o do Edifício Ipiranga é um caminho importante para resolver a questão de moradia nos grandes centros urbanos.
O projeto de reforma do prédio prevê dois tipos de unidades habitacionais, com tamanho entre 38 m² e 55 m²: plantas de um quarto, projetadas como quitinete, e apartamentos de dois quartos, sala, cozinha e banheiro.
A reforma do Edifício Ipiranga exigirá investimento de R$ 11,6 milhões. São R$ 9,1 milhões do governo federal, por meio do Ministério das Cidades, e R$ 2,5 milhões do governo do estado de São Paulo.
O prédio tem 21 andares e 7,1 mil metros quadrados de área construída. Os apartamentos serão erguidos em 15 andares. Os demais são do mezanino, térreo, subsolo com caixa d´água inferior e dois pavimentos superiores para a casa de máquina dos elevadores e outro reservatório d'água.
Fonte:
Agência Caixa de Notícias
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















