Você está aqui: Página Inicial > Cidadania e Justiça > 2015 > 05 > A partir dos anos 2000, desigualdade cai de forma acentuada no Brasil

Cidadania e Justiça

A partir dos anos 2000, desigualdade cai de forma acentuada no Brasil

Justiça social

De acordo com relatório da OCDE, o aumento da igualdade social no País está associado a políticas de proteção social e distribuição de renda
por Portal Brasil publicado: 22/05/2015 14h38 última modificação: 22/05/2015 14h38

Relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que o Brasil mostrou sinais promissores de redução das desigualdades sociais. O documento destaca que a partir dos anos 2000, houve uma queda generalizada da desigualdade na América Latina e particularmente no Brasil.

A OCDE faz uma análise específica da desigualdade em economias emergentes, comparando os resultados com a média dos países integrantes da organização.

De acordo com o estudo (In it together – Why less inequality benefits all), economias emergentes como o Brasil acertaram ao optar por medidas de reforço da proteção social e de redistribuição de renda para combater a redução da pobreza e da desigualdade.

A ampliação do acesso à educação e o aumento no salário mínimo resultou, no Brasil e em outros países analisados, na redução da desigualdade de renda no trabalho. A diferença salarial entre postos que exigem maior e menor qualificação diminuiu. Além disso, a ampliação dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, por exemplo, contribuíram para promover maior redistribuição de renda e, consequentemente, mais desenvolvimento.

Para reduzir a distância entre ricos e pobres e ampliar o crescimento, o relatório recomenda a promoção de mais igualdade entre homens e mulheres, ampliação do acesso a melhores empregos, mais investimentos em educação e formação e redistribuição de recursos, por meio de transferências de renda. Sugere, ainda, que as economias emergentes avancem nas medidas de formalização da mão de obra e simplificação do sistema tributário. Citou a implantação do Simples Nacional, pelo Brasil, como exemplo de sucesso.

De acordo com o estudo, o Brasil conta com um coeficiente de Gini – índice usado para medir a desigualdade de renda de uma nação – de 0,56, menor que os 0,60 apresentados na década de 90. Quanto mais próximo de 1, mais desigual é o país e quanto mais próximo de 0, menos desigual.
Desigualdade aumentou nos países ricos

A OCDE, que reúne 34 países, a grande maioria economias industrializadas, concluiu também que em contrapartida houve aumento da desigualdade nos países ricos. Essa tendência foi verificada na maioria dos países-membros da OCDE, em especial nas nações que adotaram a austeridade fiscal como resposta à crise econômica de 2008/2009.

Atualmente, na região analisada, os 10% mais ricos ganham 9,6 vezes mais que os 10% mais pobres. A proporção, que era 7 para 1 na década de 80, passou de 9 para 1, depois do ano 2000.

Para o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, os altos índices de desigualdade atrapalham o crescimento. “As consequências são tanto econômicas quanto sociais”, disse. Segundo o relatório, a disparidade de renda é maior no Chile, México, na Turquia, nos Estados Unidos e em Israel, e menor na Dinamarca, Eslovênia, Eslováquia e Noruega.

Fonte:
Portal Brasil com informações da Agência Brasil

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Estatuto da Criança e do Adolescente completa 27 anos
Texto assegura direitos básicos, como educação, segurança e alimentação básica
Atendimento à população ribeirinha da Amazônia é desafio para poder público
Muitos moram em locais distantes das cidades e o transporte só pode ser feito por barco e, às vezes, a viagem pode levar dias. Para atender essa população, navios da Marinha brasileira percorrem a região desde 1984.
Programa garante segurança alimentar e nutricional em Brasília
Alimenta Brasília, que faz parte do Programa de Aquisição de Alimentos do governo federal, recebeu mais R$ 2 milhões
Texto assegura direitos básicos, como educação, segurança e alimentação básica
Estatuto da Criança e do Adolescente completa 27 anos
Muitos moram em locais distantes das cidades e o transporte só pode ser feito por barco e, às vezes, a viagem pode levar dias. Para atender essa população, navios da Marinha brasileira percorrem a região desde 1984.
Atendimento à população ribeirinha da Amazônia é desafio para poder público
Alimenta Brasília, que faz parte do Programa de Aquisição de Alimentos do governo federal, recebeu mais R$ 2 milhões
Programa garante segurança alimentar e nutricional em Brasília

Últimas imagens

Podem participar brasileiros de 18 a 35 anos, sejam estudantes ou já formados
Podem participar brasileiros de 18 a 35 anos, sejam estudantes ou já formados
Divulgação/Gender Summit
Emissão de passaportes estava suspensa pela Polícia Federal desde 27 de junho
Emissão de passaportes estava suspensa pela Polícia Federal desde 27 de junho
Foto: Isaac Amorim/Ministério da Justiça
Proprietário de veículo com tais especificações deve ligar para 0800-7013432 ou acessar o site da Honda
Proprietário de veículo com tais especificações deve ligar para 0800-7013432 ou acessar o site da Honda
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Decisão do Contran foi anunciada em 29 de junho deste ano
Decisão do Contran foi anunciada em 29 de junho deste ano
Divulgação/Governo do Espírito Santo
Programa Criança Feliz prioriza crianças de até 3 anos de idade beneficiárias do Bolsa Família
Programa Criança Feliz prioriza crianças de até 3 anos de idade beneficiárias do Bolsa Família
Foto: Sergio Amaral/MDS

Governo digital