Cidadania e Justiça
Ajuste do governo permite preservar programas sociais, diz FMI
Assistência Social
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, ressaltou a importância da atenção do poder público com os mais pobres e classificou como "fato histórico" o baixo custo do Bolsa Família. Lagarde cumpriu agenda no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (21), e defendeu "disciplina fiscal" para sustentar as políticas sociais.
"A disciplina fiscal é a base necessária para permitir financiar os programas. Eles andam juntos. As pessoas que mais sofrem com a indisciplina fiscal são os mais pobres", destacou a dirigente do FMI.
Lagarde visitou o Complexo do Alemão, acompanhada da ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
"Ela (Lagarde) ficou impressionada porque o Bolsa Família gasta 0,5% do PIB e chega a 50 milhões de pessoas", contou a ministra.
Tereza Campello também afirmou no Rio de Janeiro que a diretora-gerente do FMI elogiou o sistema criado no País de cadastro único para beneficiários do Bolsa Família.
"Custa pouco, chega a quem precisa chegar, portanto não é incompatível com o esforço do Brasil de reduzir despesas e está levando para a população não só renda, está levando as crianças para a escola, está levando as crianças para a saúde, garantindo empreendedorismo, garantindo assistência", completou a ministra.
A articulação de políticas federais, como o Bolsa Família e o Plano Brasil Sem Miséria (com políticas estaduais e municipais), tem sido acompanhada com interesse pelo FMI. Durante a visita, Lagarde conheceu beneficiários de políticas sociais que se transformaram em microempreendedores individuais (MEI), uma das estratégias de inclusão produtiva do governo federal para a superação da pobreza e da extrema pobreza. A constatação dos avanços sociais brasileiros foi divulgada pelo FMI na semana passada no relatório anual sobre a economia brasileira.
O programa
O Bolsa Família foi criado em 2003 e impulsionou a saída de 36 milhões de brasileiros da linha da miséria. O programa tem condicionantes aos beneficiários, como assegurar frequência escolar das crianças e adolescentes. Desde a última segunda-feira (18), começou o pagamento do benefício para cerca de 14 milhões de famílias. O recurso tem valor médio de R$ 167,95, atualmente.
Fonte: Portal Brasil com informações da NBR e Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome
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