Cidadania e Justiça
Grandes obras e eventos exigem maior prevenção
Violência sexual
As grandes obras de infraestrutura devem movimentar a economia brasileira até o ano de 2030. No curto prazo, os megaeventos esportivos, como os Jogos Olímpicos de 2016, também geram aumento de turistas em circulação e de dinheiro no País. Mas o cenário favorável tem impactos sociais, como a violência sexual contra crianças e adolescentes, que já mobilizam governo, entidades da sociedade civil e empresas.
“É preciso ter uma atenção com impacto social e não só ambiental, por exemplo, numa hidrelétrica na região Norte, onde há populações vulneráveis. Os impactos devem ser minimizados”, avalia Heloiza Egas, coordenadora geral de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), da Presidência da República.
O governo federal mantém um grupo de trabalho para prevenção de violência sexual contra crianças próximas às grandes obras. Trata-se da Agenda de Convergência de Obras e Empreendimentos, que começou a se formar em 2012 para a construção de estádios da Copa do Mundo de 2014. Segundo Heloiza Egas, as ações preventivas vão além do que as empresas realizam na área de responsabilidade social.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância Unicef ( Unicef ) tem um comitê instalado no Rio de Janeiro (RJ) para acompanhar os preparativos das Olimpíadas de 2016. O trabalho é feito em parceria com a Secretaria de Assistência Social do Rio. Tanto os representantes da SDH como do Unicef dizem que o trabalho de prevenção tem conscientizado bem a rede hoteleira no combate ao chamado turismo sexual.
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