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Cidadania e Justiça

Brasil define parceria contra tráfico de haitianos

Cooperação internacional

Ministro da Justiça visita três países com objetivo de estabelecer cooperação internacional para impedir tráfico ilegal de haitianos
por Portal Brasil publicado: 05/06/2015 15h28 última modificação: 05/06/2015 20h04

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, reuniu-se nos últimos dias com autoridades da Bolívia, do Equador e do Peru para definir medidas de contenção à imigração irregular de haitianos. Após viagem aos três países, Cardozo assegurou que houve um alinhamento no combate às organizações criminosas que exploram rotas ilegais na região.

Segundo ele, uma reunião técnica e uma outra apenas com os ministros dos quatro países deverão ser feitas, o mais breve possível, no intuito de concluir a cooperação internacional.

“O resultado final é que queremos combater as organizações criminosas e permitir que aqueles que queiram vir ao Brasil venham de maneira legal”, declarou. “Por isso, vamos ampliar a expedição de vistos em Porto Príncipe, no Haiti, e vamos discutir medidas policiais de controle de migração legalizado entre esses países.”

As reuniões internacionais ocorreram entre 1 e 3 de junho e contaram com a presença, além de Cardozo, do assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia; do embaixador Carlos Alberto Simas Magalhães; do diretor executivo da Polícia Federal (PF), Rogerio Galloro; e do secretário nacional de Justiça, Beto Vasconcelos.

“Houve uma posição unânime dos países de que nós devemos enfrentar as organizações criminosas que exploram economicamente a necessidade dos haitinanos (…) o que é obviamente inaceitável do ponto de vista dos direitos humanos”, defendeu Cardozo. “Nós não podemos estabelecer medidas que impeçam as pessoas de terem o livre acesso a onde querem viver. É uma posição tradicional do Brasil e os outros países concordam com isso”, concluiu o ministro (ouça o áudio abaixo).

Missão humanitária

A convite da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil exerce, desde 2004, o comando militar da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH). Com 1.430 militares e 10 policiais terrenos, o País é o principal contribuinte de tropas.

Desde a chegada da MINUSTAH ao Haiti, devastado por um terremoto em 2010, o país passou por duas eleições presidenciais democráticas, além de ter superado a fase crítica de emergência humanitária pós-sismo. Nos últimos anos, o Brasil tem buscado intensificar a cooperação para incrementar o desenvolvimento do povo haitiano.


Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Justiça e do Ministério das Relações Exteriores

 

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