Cidadania e Justiça
Um laboratório para pesquisar a anistia no Brasil
Memória
O Laboratório de Tecnologia em Memória e Direitos Humanos da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça (LAB-MDHCA) foi lançado na última sexta-feira (14) dentro da programação da 19ª Anistia Cultural – evento voltado para divulgar as atividades da Comissão de Anistia.
O LAB-MDHCA é composto por três computadores de alta capacidade, além de softwares como o Data Explorer, instrumento de busca; o Microstrategy, que permite a mineração de dados para consolidar bases sobre temas específicos; o Statistical Analysis System, programa de análise estatística; e o IBM-I2, que investiga vínculos entre pessoas, organizações ou fatos.
O laboratório tem como base um conjunto de programas e equipamentos originalmente utilizados no enfrentamento à lavagem de dinheiro. O objetivo é apoiar pesquisas, constituir um banco de dados público e incentivar a produção e a divulgação de conhecimento sobre memória e direitos humanos.
Os equipamentos serão colocados à disposição de instituições de pesquisa para facilitar investigações referentes aos 74 mil processos de anistia já apresentados à Comissão – entre outros temas de direitos humanos que poderão ser pesquisados.
Na cerimônia de lançamento foi divulgada a primeira pesquisa do laboratório, um estudo sobre os legados institucionais da ditadura civil-militar sobre a segurança pública no Brasil.
Estiveram no evento os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e dos Direitos Humanos, Pepe Vargas; o professor Paulo Abrão, presidente da Comissão de Anistia; o jornalista Paulo Vannuchi, da Comissão Interamericana de Direitos Humanos; o juiz brasileiro Roberto Caldas, da Corte Interamericana de Direitos Humanos; e o jurista espanhol Baltasar Garzón.
“Com o laboratório, o Ministério da Justiça demonstra sua capacidade de inovação e aproveita uma tecnologia de combate ao crime e à lavagem de dinheiro para gerar conhecimento sobre direitos humanos”, frisou o ministro da Justiça. “Esse é um campo fundamental para nós.”
Paulo Abrão ressaltou a importância das pesquisas do laboratório para disseminar informações sobre a importância da democracia e dos direitos humanos. “O conhecimento é uma fortaleza para o princípio da não-repetição de violações”, frisou. “E temos uma obrigação nesse sentido, pois a tarefa de resgatar a verdade e a história não se esgota.”
Fonte:
Portal Brasil e Ministério da Justiça
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