Cidadania e Justiça
Produção de quitutes gera renda extra para assentadas
Agricultura Familiar
Exposição chamou atenção pelos cuidados na confecção, sabor e pela forma de apresentação
por Portal Brasil
publicado:
30/09/2015 23h31
última modificação:
01/10/2015 14h52
O talento de cinco agriculturas do assentamento Fidel Castro, localizado no município alagoano de Joaquim Gomes, está ajudando a complementar suas rendas familiares. Autointituladas “mulheres unidas na luta”, decidiram produzir e comercializar quitutes para complementar durante o evento da fundação da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Joaquim Gomes. As assentadas expuseram doces e bolos variados que chamam atenção pelos cuidados na confecção, pelo sabor e pela forma de apresentação.
Na barraca, elas comercializaram bolos de massa puba, macaxeira/mandioca, milho, canjica e de coco. Os doces também foram diversificados, com variedade de frutas, como banana, goiaba, mamão e abacaxi. As agricultoras pretendem expandir a participação, uma vez que o assentamento comporta atualmente 104 famílias.
Para elas, que já fazem esse trabalho há seis meses e por conta própria, o investimento inicial individual de apenas R$ 24,00 valeu a pena. “Já comercializamos na feira livre da cidade, que ocorre aos sábados, e na feira da reforma agrária, que ocorre nos dias de quarta-feira”, explicam, enfatizando que o resultado financeiro poderá ser promissor.
“Nossa aposta foi garantir uma renda extra, mas também criar uma independência financeira dos maridos e do Bolsa Família”, explica Vandélia Maria da Silva, uma das “mulheres unidas na luta”. Ela detalha o dia a dia do novo trabalho. “A gente se reúne e planeja cada passo, por isso está dando certo. E, se não fosse isso, a gente não estaria desse jeito.”
Organização
A ideia das cinco surgiu num encontro estadual de mulheres, promovido pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Maceió. “Nós já tínhamos algum conhecimento e a vontade, mas a coisa só andou mesmo quando tivemos acesso a uma experiência de sucesso em assentamentos de Sergipe”, explica Vandélia, acrescentando que “a partir daí, foi só se organizar e trabalhar”.
Outras experiências complementares de renda também vieram a público no evento da Coopaf. No assentamento Formosa Grande, do Crédito Fundiário, 30 pessoas já trabalham há cinco anos com artesanato. Na exposição, muita riqueza de cores e detalhes em peças trabalhadas em crochê, fuxico, pintura, tricô e bordado.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Incra
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