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Cidadania e Justiça

Integração do São Francisco beneficia comunidades quilombolas em Pernambuco

Qualidade de vida

Casas de taipa foram substituídas por construções de alvenaria, comunidades recebem redes de abastecimento de água
publicado: 02/10/2015 20h22 última modificação: 05/10/2015 10h26
Foto: Wilson Dias/ABr Técnicos do Ministério da Integração também realizaram oficinas de incentivo ao empreendedorismo nas comunidades

Técnicos do Ministério da Integração também realizaram oficinas de incentivo ao empreendedorismo nas comunidades

O projeto de integração do Rio São Francisco está melhorando a vida de 12 comunidades quilombolas em Pernambuco, vizinhas à região do empreendimento hídrico. Um total de 239 casas de taipa de famílias quilombolas por construções de alvenaria foi entregue desde o início das obras, em 2008. Outras 89 unidades deverão ser construídas até o final do Programa de Desenvolvimento das Comunidades Quilombolas, totalizando 328 residências. No segundo semestre de 2015, o ministério da Integração Nacional já entregou seis casas na comunidade Jatobá II, no município de Cabrobó (PE).

A expectativa é que as novas moradias contribuam com as condições de saúde dessas populações quilombolas, especialmente no que diz respeito à diminuição da incidência da doença de Chagas, pois as casas de taipa favorecem a proliferação do barbeiro, agente transmissor da enfermidade.

Além disso, essas famílias também contarão com sistemas de abastecimento de água, que serão implantados pelos governos estaduais com apoio do ministério da Integração Nacional.

O Projeto São Francisco contempla as comunidades de Araçá, Juazeiro Grande, Pedra Branca, Queimadas, Serra do Talhado, Sítio Feijão/Posse, localizadas em Mirandiba (PE); Conceição das Crioulas, Contendas/Tamboril do Padre/Cacimba Velha e Sítio Santana, em Salgueiro (PE); e Cruz do Riacho, Jatobá II e Fazenda Santana, em Cabrobó (PE).

Compensação ambiental

Por dois anos, técnicos do Ministério da Integração Nacional realizaram oficinas temáticas de organização social e incentivo ao empreendedorismo nas comunidades.

Foram realizadas atividades na agricultura orgânica e agroflorestal, criação de animais de pequeno e médio portes, apicultura, frutas, gestão integrada de resíduos sólidos.

Além do estímulo ao cultivo de espécies mais adequadas para a região, as oficinas possibilitaram aos pequenos produtores quilombolas melhores condições para competir no mercado e obter financiamentos.

As ações para o desenvolvimento das comunidades quilombolas integram os 38 programas ambientais desenvolvidos pelo Ministério da Integração com o objetivo de minimizar, compensar e controlar os impactos ambientais provocados pela implantação e operação do projeto São Francisco.

Os recursos para a compensação ambiental somam cerca de R$ 1 bilhão e levam benefícios econômicos, sociais, científicos e ecológicos para as localidades da área de abrangência do empreendimento.

O projeto de integração do Rio São Francisco mobiliza mais de 10,4 mil trabalhadores ao longo dos 477 quilômetros de extensão das obras. Atualmente, o empreendimento possui 78,6% de execução física, sendo 76,6% no Eixo Leste e 80% no Eixo Norte. A obra vai garantir a segurança hídrica de mais de 12 milhões de brasileiros nos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Integração Nacional

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