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Cidadania e Justiça

Justiça traça perfil inédito da população carcerária feminina

Relatório

A população penitenciária feminina subiu de 5.601 para 37.380 detentas entre 2000 e 2014
publicado: 04/11/2015 16h57 última modificação: 04/11/2015 18h45
Foto: Marcello Casal Jr/ABr Relatório do Ministério da Justiça mostra número de mulheres privadas de liberdade no País nos últimos 15 anos

Relatório do Ministério da Justiça mostra número de mulheres privadas de liberdade no País nos últimos 15 anos

O Ministério da Justiça divulga nesta quinta-feira (5), em Brasília, o primeiro relatório nacional sobre a população penitenciária feminina do País. O levantamento, com dados relativos a junho de 2014, traz o número de mulheres privadas de liberdade nos últimos 15 anos, a taxa de encarceramento feminino por grupo de 100 mil habitantes e o comparativo com outros países.

Segundo o relatório Infopen Mulheres (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias), a população penitenciária feminina subiu de 5.601 para 37.380 detentas entre 2000 e 2014, um crescimento de 567% em 15 anos. A taxa é superior ao crescimento geral da população penitenciária, que teve aumento de 119% no mesmo período.

Na comparação entre diferentes países, o Brasil apresenta a quinta maior população carcerária feminina do mundo, atrás apenas de Estados Unidos (205.400 detentas), China (103.766) Rússia (53.304) e Tailândia (44.751).

O relatório traz também um perfil das mulheres privadas de liberdade por escolaridade, cor, faixa etária, estado civil, além do percentual de presas por natureza da prisão, (provisória ou sentenciada) e tipo de regime (fechado, semiaberto ou aberto) e a natureza dos crimes pelas quais foram condenadas. Um dos dados que mais chamam a atenção é o percentual de mulheres presas pelo crime de tráfico de drogas: 68%.

O diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional, Renato De Vitto, explica que o objetivo do estudo é auxiliar os gestores públicos no desenvolvimento e implementação de políticas voltadas para mulheres privadas de liberdade.

"O perfil do encarceramento feminino obedece a padrões de criminalidade muito distintos se comparados aos do público masculino. Além disso, pelo impacto que causa nas relações familiares e sociais, a prisão da mulher exige um olhar diferenciado tanto do gestor penitenciário quanto dos agentes do Poder Judiciário", ressalta.

Política de atenção às mulheres

O documento traz também informações sobre os estabelecimentos prisionais em que as mulheres privadas de liberdade se encontram (estabelecimentos mistos ou femininos), condições de lotação, existência de estruturas de berçário, creche e cela específica para gestantes.

Do total de unidades prisionais do País (1.420), apenas 103 são exclusivamente femininas, enquanto 1.070 são masculinas e 239 são considerados mistas (abrigam homens e mulheres).

"O que se vê, em muitos casos, são estabelecimentos masculinos adaptados precariamente para receber mulheres, não oferecendo condições básicas para ela e para os filhos pequenos, que ficam com as mães até determinada idade", explica a diretora de Políticas Penitenciárias do Depen, Valdirene Daufemback.

O lançamento do Infopen Mulheres alia-se à primeira meta da Política Nacional de Atenção às Mulheres em Situação de Privação de Liberdade e Egressas do Sistema Prisional - (Pnampe), instituída pelo Ministério da Justiça e Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Justiça

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