Você está aqui: Página Inicial > Cidadania e Justiça > 2015 > 10 > Benefícios sociais chegam a comunidades isoladas e retiram 'invisíveis' da pobreza

Cidadania e Justiça

Benefícios sociais chegam a comunidades isoladas e retiram 'invisíveis' da pobreza

Desenvolvimento social

Especialistas localizam pessoas sob vulnerabilidade em locais de difícil acesso, sem contato com serviços públicos e fora de qualquer rede de proteção social
por Portal Brasil publicado: 23/10/2015 13h55 última modificação: 23/10/2015 14h28
Exibir carrossel de imagens Foto: Sergio Amaral/MDS  A assistente Social Sandra da Silva Cunha entrevista Maria Telma Souza da Rocha para triagem do Cadastro Único para Programas Sociais

A assistente Social Sandra da Silva Cunha entrevista Maria Telma Souza da Rocha para triagem do Cadastro Único para Programas Sociais

Às margens do Rio Paraguai, ribeirinhos que vivem nas regiões do Porto da Manga, Porto Esperança, Morrinho e Passo do Lontra, no município de Corumbá (MS), seriam “invisíveis” ao Estado, se não fosse o trabalho dos assistentes sociais e psicólogos que atuam nas equipes volantes.

Diariamente, esses profissionais circulam, seja por terra ou cruzando o rio, em busca de famílias que ainda se encontram em situação de vulnerabilidade social. O objetivo: levar direitos sociais até então desconhecidos por por essas pessoas.

“São muitas as fragilidades que encontramos. Meu trabalho é cuidar dessas famílias para que saiam da situação de pobreza. Esse é o nosso compromisso”, diz a assistente social Ana Laura Carvalho, que compõe a equipe volante que atende famílias ribeirinhas em Corumbá.

Ela conta que já encontrou famílias inteiras sem registro de nascimento. “Mãe e filhos que não existiam legalmente. Mudamos essa realidade com o nosso acompanhamento.”

A estratégia da Busca Ativa é o trabalho principal dos profissionais que atuam nas equipes volantes

Ana Laura ressalta que essa atenção diária também já fez com que muitas crianças voltassem a estudar e idosos pudessem acessar o Benefício de Prestação Continuada.

“São direitos deles. E o retorno é positivo. Nada mais gratificante em ver os sorrisos nos rostos e as mudanças de vida para melhor.”

O trabalho da equipe ainda inclui registrar as famílias no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e acompanhá-las nas condicionalidades do Programa Bolsa Família.

“Pela localidade em que vivem essas famílias, se não existisse a equipe volante, essas mudanças não seriam possíveis”, conta. E acrescenta que, para chegarem até a cidade, os ribeirinhos gastariam R$ 150 ou mais, dependendo do local. “Levamos os direitos até eles. São pessoas que têm mais necessidade.”

Em Corumbá, a equipe volante incluiu 80% dos ribeirinhos no Cadastro Único. Os profissionais atendem uma média de 20 a 50 famílias por dia e as ações são desenvolvidas de acordo com a necessidade da comunidade.

A estratégia da Busca Ativa é o trabalho principal dos profissionais que atuam nas equipes volantes. O desafio é localizar pessoas em situação de vulnerabilidade social, em comunidades isoladas ou locais de difícil acesso, que não acessam os serviços públicos e vivem fora de qualquer rede de proteção social. Desde 2011, 1,4 milhão de famílias foram incluídas no Cadastro pela Busca Ativa e já saíram da extrema pobreza.

Atualmente, são 1.254 equipes volantes atuando em 1.083 municípios. “A equipe volante foi criada com essa função, de trazer aquela pessoa que precisa da assistência social para perto dos serviços e benefícios socioassistenciais”, explica a secretária nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Ieda Castro.

No município de Amajari, em Roraima, mais brasileiros também estão conseguindo acessar a rede de proteção social. “Em 2013, tínhamos pouco mais de 800 beneficiários do Bolsa Família. Hoje já são cerca de 2,4 mil, graças ao trabalho de busca ativa realizado pela equipe volante”, conta a secretária municipal de Assistência Social, Gleyce Mota.

Ela explica que o município não possui transporte urbano, o que dificulta o acesso dos mais pobres aos serviços e benefícios socioassistenciais.

“A ida dos técnicos até eles é fundamental, além de ser um trabalho de superação dos desafios na gestão. Conseguir mudar realidades é o esforço de toda uma equipe na ponta.”

Ieda Castro considera que essa é uma estratégia que deu certo, mas ainda pode ser melhorada. “Pretendemos ampliar essas equipes nos próximos quatro anos, para cobertura em todo o território nacional.”

Fonte: MDS

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Conferência debate políticas para pessoa com deficiência
Acessibilidade, ‎inclusão e combate ao preconceito são alguns dos temas debatidos no encontro
Conferência debate discriminação contra LGBT
Conheça as proostas da 3ª Conferência de Políticas Públicas de Direitos Humanos de ‎LGBT
Conferência dos Direitos da ‪‎Pessoa Idosa debate saúde
Entre as principais demandas está a humanização do atendimento de saúde
Acessibilidade, ‎inclusão e combate ao preconceito são alguns dos temas debatidos no encontro
Conferência debate políticas para pessoa com deficiência
Conheça as proostas da 3ª Conferência de Políticas Públicas de Direitos Humanos de ‎LGBT
Conferência debate discriminação contra LGBT
Entre as principais demandas está a humanização do atendimento de saúde
Conferência dos Direitos da ‪‎Pessoa Idosa debate saúde

Últimas imagens

A seleção dos aprendizes será realizada a partir do cadastro no Portal Mais Emprego
A seleção dos aprendizes será realizada a partir do cadastro no Portal Mais Emprego
Foto: Pref. de Campo Verde/MT
“É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres”, disse Eliana Emetéri
“É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres”, disse Eliana Emetéri
Foto: Blog do Planalto
Ação ocorreu na zona norte do Rio e na Baixada Fluminense
Ação ocorreu na zona norte do Rio e na Baixada Fluminense
Divulgação/EBc
Plano vai ser definido por representantes do ministério do Trabalho, OIT, governo estadual e Ministério Público
Plano vai ser definido por representantes do ministério do Trabalho, OIT, governo estadual e Ministério Público
Foto: Renato Alves / MTE
Na Câmara dos Deputados, representação das mulheres também é baixa, elas ocupam apenas 10% das cadeiras
Na Câmara dos Deputados, representação das mulheres também é baixa, elas ocupam apenas 10% das cadeiras
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Governo digital