Cidadania e Justiça
Alimentação saudável é prioridade nas escolas do DF
Alimentação
No Distrito Federal, as cantinas escolares de escolas públicas e privadas não podem mais vender doces, refrigerantes, frituras e produtos industrializados. O decreto foi publicado pelo governo distrital, na última terça-feira (24), e reflete o compromisso assumido ao ser a primeira unidade da Federação a assinar o Pacto Nacional pela Alimentação Saudável, lançado pela presidenta Dilma Rousseff no começo deste mês.
A partir do próximo ano, as cantinas no DF só poderão comercializar legumes, sucos naturais, iogurte, bebidas lácteas, sanduíches naturais sem maionese, pães e biscoitos integrais, tortas ou salgados assados e barras de cereais sem chocolate. Elas também deverão oferecer, diariamente, pelo menos uma variedade de fruta da estação in natura, inteira ou em pedaços.
O secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos, afirma que o Pacto Nacional pela Alimentação Saudável prevê a formação de hábitos alimentares saudáveis tanto no ambiente escolar como no sistema de saúde e nos equipamentos públicos de alimentação. “Essa ação demonstra, na prática, a preocupação do governo do Distrito Federal com o tema, servindo como exemplo para os demais estados e municípios. É comprovado que as crianças que não têm uma alimentação adequada e de qualidade têm mais chances de desenvolver diabetes, problemas cardiovasculares e obesidade até mesmo na infância".
De acordo com o secretário, outros governos estaduais e prefeituras já solicitaram adesão ao Pacto. Segundo ele, a meta é que, em 2016, todo o Brasil esteja envolvido nessa agenda, principalmente as grandes cidades onde o problema da má alimentação é mais grave.
Adequação
As instituições de ensino têm 90 dias para se adequar às novas regras. O secretário distrital de Trabalho, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Joe Valle, explica que o objetivo é defender a saúde das crianças. “A boa saúde implica numa boa alimentação, pois é na escola que as crianças passam a maior parte do tempo. Elas aprendem, na sala de aula, sobre boa alimentação, mas no intervalo entre as aulas encontram alimentos gordurosos, bebidas açucaradas e frituras.”
Valle destaca que o padrão de alimentação pouco saudável tem causado uma verdadeira epidemia de obesidade nas crianças, gerando sérios problemas de saúde. “Com a questão do Pacto Nacional, a regulamentação da lei assume um papel extremamente importante para o governo, e nós estamos fazendo essa construção para conseguir diminuir definitivamente os índices.” Segundo Valle, 20% dos alunos da rede pública de ensino estão com sobrepeso ou obesidade.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
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