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Brasil tem políticas exemplares, diz ONU sobre iniciativas para populações negras

Consciência Negra

País e Nações Unidas discutem prioridades para a Década Internacional Afrodescendente; o objetivo é promover e proteger os Direitos Humanos da população de origem negra
por Portal Brasil publicado: 12/11/2015 09h00 última modificação: 15/11/2015 20h01
Foto: Tania Rego/ Agência Brasil Ato “A alma não tem cor. Não ao Racismo”, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro

Ato “A alma não tem cor. Não ao Racismo”, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro

O Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e a Organização das Nações Unidas (ONU) estão definindo os critérios de uma consulta pública sobre os temas que a sociedade brasileira entende como prioritários para a Década Internacional Afrodescendente 2015-2024. O período foi estabelecido pela ONU e tem por objetivo promover e proteger os Direitos Humanos da população mundial de origem negra.

“A ideia é ter um diálogo com as organizações da sociedade civil para olhar o plano estratégico e ter uma visão de curto, médio e longo prazos das áreas, para então trabalhar ao longo da Década. Sabemos que os temas de saúde, educação e violência são áreas muito importantes”, afirma a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman.

Com intenção de “fechar brechas históricas”, o calendário é divido em três temas: reconhecimento (direito à igualdade e à não discriminação racial), acesso à justiça e desenvolvimento e medidas de combate à pobreza.

Essas diretrizes estão divididas em uma série de áreas que os países signatários do pacto da ONU devem promover visando dar “espaço para ter ações estratégicas que façam diferença para a população afrodescendente, com ênfase muito importante entre raça e gênero”.

Mulheres

De acordo com Nadine, embora a consulta pública ocorra no próximo ano, as políticas públicas adotadas pelo Brasil a partir de 2003 colocam o País numa posição confortável em relação aos objetivos da Década.

“O Brasil tem muitas políticas e institucionalidades exemplares para muitos países do mundo. As políticas afirmativas e o mecanismo para a continuidade delas, como a Lei de Cotas (nas universidades), o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, têm um foco importante para dar oportunidade às populações negras no Brasil”, diz.

A representante da ONU indica que ações de proteção e promoção das mulheres negras devem ganhar atenção redobrada ao longo da Década Afrodescendente.

Nadine ressalta que pesquisa recente mostrou aumento de 54% no número de homicídios de mulheres negras no Brasil, entre 2003 e 2013, movimento contrário à queda de 10% verificada nos casos envolvendo mulheres brancas. “A situação das mulheres negras é de maior vulnerabilidade”, observa.

Nadine afirma, ainda, que a adoção das leis Maria da Penha e do Feminicídio tendem a reduzir essa violência nos próximos anos. “As leis são uma mensagem clara dos valores da sociedade, do que ela quer para a convivência do pacto social. Uma lei que diz que violência contra a mulher é um crime não tolerado, ou que o feminicídio é hediondo, está dizendo que (a violência) não é aceitável”, avalia.

Fonte: Portal Brasil

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