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Cidadania e Justiça

Educação alimentar depende do acesso à informação

Alimentação

Evento destacou a importância do alimento como uma ferramenta de mudança para a construção de um futuro melhor
por Portal Brasil publicado: 06/11/2015 09h52 última modificação: 09/11/2015 15h11

5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em Brasília, contou com a participação da chefe de cozinha Bela Gil, Regina Tchelly (Favela Orgânica), Luis Carrazza (Cooperativa Central do Cerrado) e Alexandre Borges (Mãe Terra). Na noite de quarta-feira (4), eles trocaram ideias e reflexões sobre alimentação saudável e educação alimentar.

Durante a conversa, Bela Gil, chefe de cozinha natural e apresentadora do programa Bela Cozinha, destacou que o alimento é uma ferramenta de mudança para a construção de um futuro melhor. “Escolher alimentos verdadeiramente saudáveis é traçar um caminho concreto para viver em harmonia com a natureza”.

Para a chefe, é possível mudar hábitos alimentares com escolhas conscientes. “Comida de verdade não deve apenas fazer bem para nosso corpo, mas deve estar totalmente integrada com a natureza e com o produtor. Alimentos que devem ser frescos, orgânicos e, se possível, produzidos localmente.”

Sobre a importância de ensinar crianças sobre alimentação saudável, ela lembrou que é fundamental que, desde muito cedo, elas conheçam o valor dos alimentos. “Elas precisam saber de onde vem aquele alimento. Precisamos ensiná-las a comer bem. Isso é importante para que sejam independentes em relação à indústria”, afirmou.

Para Regina Tchelly, criadora do projeto Favela Orgânica, desenvolvido na comunidade Babilônia, no Rio de Janeiro, a informação é estratégica para promover o consumo de alimentos saudáveis. “A variedade e a quantidade de alimentos que temos em nosso país são uma riqueza. Cascas, talos, sementes, folhas são comida sim, e de verdade. Não podemos desperdiçar nada”, alertou. 

Regina contou que sempre procura orientar as famílias quanto ao aproveitamento integral dos alimentos. Além disso, ressaltou a necessidade de valorizar os agricultores e sua produção. “Precisamos nos educar. Comida de verdade é pensar hoje, fazer hoje e consumir de quem produz de verdade alimentos saudáveis.”

Secretário executivo da Cooperativa Central do Cerrado, Luis Carrazza acredita no resgate das culturas tradicionais e dos alimentos regionais. “Trabalhamos para transformar essas comidas acessíveis a toda população.” A cooperativa reúne diversas organizações comunitárias em oito estados.

Ele também destacou a importância da valorização da sociobiodiversidade brasileira. “Nosso esforço é apresentar o Brasil para os brasileiros, porque pouco conhecemos a nossa biodiversidade e pouco a valorizamos", destacou Luis.

Para o sócio-diretor da Mãe Terra, Alexandre Borges, é fundamental desconstruir o mito de que o alimento saudável “é feio, chato e ruim”. Pensando nisso, a empresa criou embalagens diferenciadas e atrativas. “Inovamos com nossos produtos para que eles sejam acessíveis. Eles precisam ter sabor, preço e serem atrativos.”

Alexandre também afirmou que a empresa privilegia fornecedores da agricultura familiar, cooperativas e ingredientes locais. “Nossa missão é democratizar o consumo de alimentos naturais e orgânicos no Brasil, que façam bem para as pessoas e não causem impacto ao meio ambiente”, destacou.

A 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional segue até esta sexta-feira (6), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O encontro reúne cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, convidados, representantes da sociedade civil e observadores internacionais.

Fonte: MDS

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