Cidadania e Justiça
Levantamento inédito apresenta perfil das mulheres nos presídios do País
Cadeias
O Ministério da Justiça apresentou nesta quinta-feira (5) o primeiro relatório nacional sobre a população penitenciária feminina, informando que o número de mulheres presas no País é de 37.380. Inédito, o dado passa a subsidiar políticas públicas específicas com ações relacionadas à detenta gestante, à amamentação em presídios, profissionalização e retorno ao convívio social.
Ao apresentar o relatório, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deu evidência às informações dizendo tratar-se de uma iniciativa que busca dar visibilidade a população de mulheres presas, voltando a falar das condições dos presídios do País.
“Toda vez que falo que nossos presídios são, em sua grande maioria, verdadeiras masmorras medievais, as pessoas dizem que 'um ministro não pode dizer isso’. Mas como não pode? Tenho que colocar sob evidência solar uma realidade que é triste e que temos que mudar senão não crio a sinergia necessária para que a mudança se efetive”, afirmou.
Dessa perspectiva, Cardozo chamou a atenção para as condições carcerárias das mulheres. “Temos que enfrentar a questão da mulher [em presídios] com muita coragem, muita reflexão e sem escondê-la, sem escamoteá-la”, disse. “A mulher presa quebra a família em várias dimensões e isso traz desajustes sociais, efeitos perversos e temos que refletir a melhor forma de enfrentar esse problema.”
O relatório informa que as detentas são oriundas de famílias de baixa renda e que exerciam atividades informais antes de serem presas. O histórico dessas pessoas mostra uma realidade de violência familiar, maternidade precoce, perda financeira e uso de drogas, entre outros problemas.
De acordo com o documento, do total das detidas 11.269 cumpriam pena sem condenação. Isso equivale a 3 em cada 10 mulheres presas. Além disso, no geral, a população carcerária feminina, cumpre sentença de oito anos.
Clique aqui e confira a íntegra do relatório.
Fonte: Portal Brasil
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