Cidadania e Justiça
Maioria absoluta entre os titulares do cartão, mulheres conquistam renda e autonomia
Cidadania
As mulheres são titulares de 93% dos cartões do Bolsa Família, e isso muda muita coisa. A começar pela conquista da autonomia: não apenas para escolher o que comprar para os filhos, mas também para decidir sobre o número de filhos que querem ter.
Nas regiões mais carentes e machistas, o dinheiro do Bolsa Família trouxe poder de escolha às mulheres. Muitas delas conquistaram alguma renda, algo que nunca tiveram antes. Muitas compraram batom pela primeira vez na vida. Sem depender financeiramente dos maridos, agora podem escolher entre continuar casadas ou pedir o divórcio, algo antes impensável nos rincões mais remotos do País.
Essas e outras observações fazem parte do livro Vozes do Bolsa Família – Autonomia, dinheiro e cidadania, dos pesquisadores Walquíria Leão Rego e Alessandro Pinzani. Ao longo de cinco anos, eles entrevistaram 150 beneficiárias do Programa em regiões de Minas Gerais, Alagoas, Piauí e Maranhão para compreender de que forma o benefício modificou as suas vidas.
Seja no sertão mais profundo, seja na periferia dos grandes centros urbanos, as mulheres são as mais atingidas pelos efeitos da pobreza e da miséria. E são elas que agarram com força ainda maior as oportunidades de inclusão produtiva oferecidas pelo Bolsa Família e pelo Plano Brasil Sem Miséria.
Das 22 milhões de pessoas que superaram a pobreza extrema nos últimos quatro anos, 12 milhões são do sexo feminino. Mães com crianças pequenas representavam a face mais dramática da pobreza no país. As mulheres puderam contar com a complementação de renda do Bolsa Família e, sobretudo, com melhores condições de saúde e educação para seus filhos, além de oportunidades de inclusão produtiva.
O governo federal também reforçou políticas públicas para que as mulheres conquistassem mais qualificação profissional e espaço no mundo do trabalho, seja por meio do trabalho assalariado, autônomo ou associado. Hoje, elas representam 67% das mais de 1,7 milhão de vagas do Pronatec, na modalidade voltada à população mais pobre. Com a qualificação, as mulheres ocupam postos que, anteriormente, eram exclusivamente masculinos, como a construção civil.
Além do Pronatec, as mulheres também tiveram a oportunidade de se formalizar como Microempreendedores Individuais (MEI). Dos 525,4 mil MEIS beneficiários do Bolsa Família, 55% são do sexo feminino.
A supremacia feminina se repete na inclusão produtiva rural: das 358 mil famílias que recebem assistência técnica para aumentar a produção e melhorar a renda, 88% são chefiadas por mulheres. Incansáveis, elas também foram responsáveis por 60,9% das 683 mil operações do Agroamigo (Programa de Microfinança Rural do Banco do Nordeste) realizadas por beneficiários do Bolsa Família.
Fonte: Portal Brasil, MDS e fontes consultadas localmente
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