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Cidadania e Justiça

Mortalidade infantil cai 90,2% de 1940 a 2014

Esperança

No mesmo período, a esperança de vida ao nascer para ambos os sexos passou de 45,5 anos para 75,2 anos
por Portal Brasil publicado: 01/12/2015 11h51 última modificação: 19/01/2016 18h04
Foto: EBC A taxa de mortalidade infantil (até 1 ano de idade) em 2014 ficou em 14,4 para cada mil nascidos vivos e a taxa de mortalidade na infância (até 5 anos de idade), em 16,7 por mil

A taxa de mortalidade infantil (até 1 ano de idade) em 2014 ficou em 14,4 para cada mil nascidos vivos e a taxa de mortalidade na infância (até 5 anos de idade), em 16,7 por mil

 De 1940 a 2014, a esperança de vida ao nascer para ambos os sexos passou de 45,5 anos para 75,2 anos. Foi, portanto, um aumento de 29,7 anos. No mesmo período, a taxa de mortalidade infantil passou de 146,6 óbitos por mil nascidos vivos para 14,4 óbitos por mil, uma redução de 90,2%. Os dados integram a Tábua Completa de Mortalidade, publicada no Diário Oficial da União, desta terça-feira (1º), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A taxa de mortalidade infantil (até 1 ano de idade), em 2014, ficou em 14,4 para cada mil nascidos vivos, e a taxa de mortalidade na infância (até 5 anos de idade), em 16,7 por mil.

O comportamento das séries de expectativas de vida para os anos de 1940 e 2014 é bastante diferente até os 5 anos de idade, devido aos altos níveis de mortalidade na infância observados no passado. Em 1940, se a criança completasse o primeiro aniversário, a sua expectativa de vida seria 6,7 anos maior do que ao nascer, vivendo em média, ao longo da sua vida, 53,2 anos. Em 2014, após completar o primeiro ano de vida, a esperança de vida da criança aumentaria somente em 0,1 ano em relação à esperança de vida ao nascer, e o indivíduo viveria, em média, 76,3 anos.

Expectativa de vida ao nascer
1940 45,5 anos
1950 48,0 anos
1960 52,5 anos
1970 57,6 anos
1980 62,5 anos
1990 66,9 anos
2000 69,8 anos
2010 73,9 anos
2014 75,2 anos

 Todas as idades foram beneficiadas com a diminuição dos níveis de mortalidade entre 1940 e 2014, principalmente as idades mais jovens, nas quais se observam os maiores aumentos nas expectativas de vida e com maior intensidade na população feminina.

O declínio dos níveis de mortalidade também beneficiou a fase adulta (15 a 59 anos). Em 1940, de mil pessoas que chegavam aos 15 anos, 535 atingiriam os 60 anos. Já em 2014, de mil pessoas que atingiram os 15 anos, 855 chegariam os 60 anos, isto é, no período, foram poupadas 320 vidas para cada mil pessoas nesta faixa de idade.

A partir dos 60 anos, os aumentos nas expectativas de vida foram significativos. Em 1940, ao atingir 60 anos um indivíduo esperaria viver em média 13,2 anos, sendo 11,6 anos para os homens e 14,5 anos para as mulheres. Em 2014, a esperança de vida para essa idade passou a 22 anos, sendo 20,1 para homens e 23,6 anos para mulheres. De cada mil pessoas que atingiam os 60 anos de idade, em 1940, 788 não atingiriam os 80 anos. Em 2014, essa taxa passou a 421‰, 367 óbitos a menos que em 1940.

Para o grupo de 80 anos ou mais de idade, a esperança de vida passou de 4,3 anos, em 1940, para 9,3 anos em 2014. Por sexo, em 2014, as expectativas de vida ao atingir 80 anos foram de 9,9 para mulheres e 8,3 anos para homens; em 1940, esses valores eram de 4,0 anos para homens e 4,5 anos para mulheres. Enquanto a expectativa de vida dos homens aumentou 4,3 anos no período, a das mulheres cresceu 5,4 anos, indicando um maior aumento da longevidade da população feminina em relação à masculina.

Fonte:  IBGE

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