Cidadania e Justiça
Participação social é fundamental para avanço da segurança alimentar
Conferência Nacional
Tirar o Brasil do Mapa da Fome foi uma grande vitória obtida pelo Brasil e comprova o empenho do governo e da sociedade civil na construção de uma nova agenda de ações, destacou a ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, na abertura da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. “Muitos diziam que a fome era parte da realidade brasileira, mas nunca aceitamos esse discurso”, afirmou a ministra, ao ressaltar os avanços do País relacionados ao combate à insegurança alimentar.
A ministra explicou que o Brasil conseguiu reduzir o percentual da população em situação de fome de 10%, em 2002, para 1,7%, em 2014. Segundo Tereza, entre os desafios estão a necessidade de um olhar mais específico para uma parte da população que ainda se encontra em situação de insegurança alimentar. “O País ainda tem um grande desafio pela frente: reduzir a insegurança alimentar de povos e comunidades tradicionais”, disse.
Segundo ela, os avanços devem ser comemorados e a conferência deve ser vista como um “piso” para que o País possa avançar mais. “Essa conferência, além de afirmar as conquistas, tem de nortear o futuro, para que possamos fazer mais nos próximos 10 anos. Agora temos que ter um olho no futuro, vigilante, porque as conquistas sociais no Brasil estão em risco. Não aceitamos retroceder.”
Ações
Tereza Campello apresentou um balanço dos últimos 12 anos das políticas voltadas ao setor e falou das políticas de combate à pobreza e à fome, da melhoria da renda da população – resultado da geração de empregos, do aumento do salário mínimo e de um programa de transferência de renda condicionada (Bolsa Família) –, do fortalecimento da agricultura familiar e da merenda escolar.
“Aumentamos a disponibilidade de alimentos com o fortalecimento da agricultura familiar porque são os agricultores quem produzem comida de verdade.” Além dessas políticas, a ministra destacou a importância das compras públicas da agricultura familiar e lembrou que o país tem hoje um mercado potencial para compra de mais de R$ 1,4 bilhão. “Nossa agricultura tem muito para vender e as compras públicas são uma esteira para fortalecer o agricultor familiar”, acrescentou.
Segundo Tereza, o Programa Água para Todos é outra estratégia que contribuiu para que o país reduzisse a situação de fome. Em todo o Semiárido, já são de 1,2 milhão de cisternas construídas. Com o acesso à água, as famílias mais pobres tiveram a oportunidade de produzir mais e vender o excedente.
A 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional começou nesta terça (3) e segue até sexta-feira (6), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, com a presença de cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, convidados, representantes da sociedade civil e observadores internacionais.
Fonte: Portal Brasil, com informações do MDS
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