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Cidadania e Justiça

'Essa marcha são as mulheres negras se empoderando'

Consciência Negra

Na 1ª Marcha das Mulheres Negras, em Brasília, participantes pedem fim do racismo e da violência de gênero
por Portal Brasil publicado: 18/11/2015 20h30 última modificação: 18/11/2015 23h08

“A nossa luta é todo dia contra o machismo, racismo e homofobia”, entoavam em coro as participantes da primeira Marcha das Mulheres Negras, nesta quarta-feira (18), em Brasília. Iniciativa de várias organizações e coletivos, a Marcha contou com cerca de 10 mil participantes, segundo a Polícia Militar, e percorreu as ruas da capital federal com mulheres trajando turbantes de cores fortes e tocando tambores para reivindicar a igualdade racial e a segurança na vida da população feminina negra.

Uma das participantes, a autônoma Vilma Ribeiro, 48 anos, acredita que a principal luta das mulheres negras é contra a violência e o racismo. “Há muitos avanços e essa marcha representa isso. São as mulheres negras se empoderando”, comenta.

De brincos com o formato do continente africano, a servidora pública Maria Antônia Perdigão, de 32 anos, entende que as mulheres negras têm que conquistar seu espaço. “É muito bonito ver que as mulheres estão se aceitando, aceitando suas origens e suas identidades. Mas a gente tem que ser negra além da estética, temos que buscar ocupar o poder político, econômico e social”, diz.

“Antigamente o racismo era velado, hoje não está mais. Hoje as pessoas não têm vergonha de serem racistas. Só nós sabemos o que é sofrer com racismo. Ele está aí, existe e está impregnado na sociedade. E a gente está aqui para combater isso”, completa a servidora.

A enfermeira Josinete da Encarnação, 40, resume um sentimento comum às mulheres presentes na Marcha: o lugar da mulher negra é onde ela quiser. “A mulher negra pode estar lá na presidência, pode ser policial, pode ser enfermeira. Porque competência para isso, nós temos”.

Dados do último Censo (2010) indicam que as mulheres negras são 25,5% da população brasileira, com um total de 48,6 milhões de pessoas, e são as maiores vítimas de crimes violentos. De 2003 para 2013, o assassinato de mulheres negras cresceu 54,2%, segundo o Mapa de Violência 2015: Homicídios de Mulheres no Brasil.

Fonte: Portal Brasil

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