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Cidadania e Justiça

Cooperativa no RS reúne 22 comunidades quilombolas

Reforma agrária

Objetivo da iniciativa é ampliar o acesso de produtores rurais do Rio Grande do Sul a novos mercados consumidores
por Portal Brasil publicado: 22/12/2015 15h03 última modificação: 08/01/2016 17h53

Vinte e duas comunidades quilombolas de quatro municípios do Rio Grande do Sul reuniram-se de maneira formal em uma cooperativa estadual, a chamada Terras de Quilombo. A iniciativa tem por objetivo ampliar o acesso dos produtores de alimentos a novos mercados consumidores. A sede da cooperativa está situada em Morro Redondo, a 296 km de Porto Alegre.

Edmilton Cerqueira, coordenador-geral de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), classificou a formalização da cooperativa de "um marco histórico". "A entidade deve contribuir para ampliar o cultivo, a colheita, o beneficiamento, a comercialização desse grupo específico da agricultura familiar que vem ampliando a comercialização por meio de ações de inclusão produtiva em todo o estado", resumiu.

"Aproximadamente, 75% dos alimentos que estão nas mesas dos brasileiros vêm da agricultura familiar. As comunidades quilombolas têm importante contribuição nesse processo e com a cooperativa, a produção de alimentos no País será ampliada ainda mais", acrescentou Edmilton.

De acordo com o coordenador-geral da Federação das Associações das Comunidades Quilombolas do estado (FACQ/RS), Antônio Leonel Soares, a cooperativa recebeu ainda mais impulso após o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) abrir, em 2015, o primeiro edital para compra de produtos de comunidades quilombolas.

"A iniciativa do GHC foi muito importante, motivou as comunidades que produziam e não tinham como escoar a produção. Com esse edital, a gente achou um mercado certo. Dessa forma, podemos planejar e ter uma renda melhor para as famílias", afirmou.

O GHC foi a primeira instituição pública a comprar alimentos de comunidades quilombolas, com identificação de origem do Selo Quilombos do Brasil. Em média, são produzidas 270 mil refeições por mês para os pacientes, acompanhantes e funcionários do grupo.

Na primeira chamada, foram adquiridas quatro toneladas de alimentos produzidos em cinco comunidades quilombolas. Agora, a expectativa é que sejam compradas 146 toneladas, investimento superior a R$ 500 mil e que beneficiará mais de 60 comunidades gaúchas.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária

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