Cidadania e Justiça
Cisterna muda rotina de escola no interior do Ceará
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Com a chuva que cai no sertão, a Escola Municipal Detelvina Araújo Lima, localizada na comunidade rural Baixio, em Quiterianópolis (CE), conseguiu abastecer pela primeira vez a cisterna de 52 mil litros, construída em agosto do ano passado.
“Melhorou 100%. Nesses quatro anos de seca na nossa região, sofremos muito com o problema da falta de água. Antes, vinham carros-pipa para trazer água, mas não tinha a mesma qualidade de agora e a nossa capacidade de armazenar em um reservatório de polietileno era pequena. Era um sufoco”, conta a diretora da unidade de ensino, Rosalva Maria Lima. “Esta cisterna é fundamental para nós. Sem água não tem condição de uma escola funcionar”, completa.
Por falta de água para beber e cozinhar, a escola rural teve de suspender as atividades por diversas vezes. “É muito triste ver as crianças voltarem para casa por falta d’água. Tínhamos os professores e os funcionários, mas não tínhamos água para beber e cozinhar”, relembra a coordenadora pedagógica, Gerlene Costa. A unidade de ensino atende mais de 350 crianças e adolescentes.
Segundo Rosalva, depois da construção da cisterna, o tema acesso à água passou a ser discutido em sala de aula. “Uma merendeira e um professor da escola passaram por uma formação antes de recebermos a cisterna. Eles foram orientados sobre a finalidade da água coletada, a importância da educação alimentar e temas relacionados à convivência com a seca para trabalhar com as crianças”.
A tecnologia social foi construída pelo Programa Cisternas nas Escolas, executado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e organizações da sociedade.
Fonte: Portal Brasil, com informações do MDS
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