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Cidadania e Justiça

Público debate filme “Que horas ela volta?” durante Fórum Social Temático

Inclusão Social

Ministra Tereza Campello participou de bate-papo e lembrou que a situação da personagem Jéssica não é mais uma exceção no Brasil
publicado: 25/01/2016 11h06 última modificação: 02/02/2016 16h22

Mudanças sociais, econômicas e culturais da população mais pobre foram temas do debate sobre o filme "Que horas ela volta?", promovido na última sexta-feira (22), em Porto Alegre (RS). A atividade integrou a programação do Fórum Social Temático.

O público assistiu ao filme e, em seguida, participou de um bate-papo com a diretora da obra, Anna Muylaert, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral. O debate foi moderado pela coordenadora nacional do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, Xica da Silva.

Para Tereza Campello, a situação da personagem Jéssica não é mais uma exceção no Brasil atual. Ela lembrou que existem outros casos que mostram um País diferente, um Brasil de oportunidades. Destacou como exemplo o jovem Sérgio dos Santos Santana, de 18 anos, filho de um pedreiro e uma doméstica. Morador do município de São Lourenço do Piauí, ele foi aprovado no curso de Medicina na Universidade Federal do Piauí.

Na avaliação da ministra, “o filme pegou um momento de ruptura e da dificuldade de um novo nascer convivendo com o velho”.

Para a presidenta da UNE, Carina Vitral, os maiores responsáveis pelas mudanças que ocorrem hoje no País são os jovens. Na avaliação dela, é muito perceptível os dois "Brasis" do filme, um da personagem Val, de desigualdade, e o da personagem Jéssica, um novo Brasil, da mulher nordestina de cabeça erguida.

Já a diretora do filme, Anna Muylaert, afirmou que as mudanças no Brasil não têm mais volta e que não são apenas financeiras, mas de consciência. “A educação é uma porta possível de transformação”, disse.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social

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