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Cidadania e Justiça

Terras quilombolas são liberadas para comunidade no Rio Grande do Sul

Regularização

Área total identificada e reconhecida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do RS é de 98,6 hectares
por Portal Brasil publicado: 11/01/2016 11h10 última modificação: 20/01/2016 03h14

Mais uma parte do território quilombola de Rincão dos Martimianos, em Restinga Seca (RS), está liberada para a comunidade. No dia 17 de dezembro, o Incra no Rio Grande do Sul foi imitido na posse de terras que estão sendo desapropriadas e que integram o território. A área total identificada e reconhecida pelo Instituto é de 98,6 hectares. Desse total, 26,1 hectares já haviam sido titulados em nome da Associação dos Remanescentes de Quilombo Vovô Geraldo – Rincão dos Martimianos em 2014.

"Agora demos mais um passo para a titulação definitiva de outros 22,8 hectares para a comunidade, que já pode utilizar a área", explica o coordenador de Projetos Especiais do Incra/RS, Vitor Py Machado, que esteve em Restinga Seca para o ato de imissão de posse.

A notícia foi recebida com entusiasmo pelas 55 famílias quilombolas. "Com essas terras, já podemos plantar uma área maior", comemora o presidente da Associação, João Oraci de Souza. Ele explica que o terreno é próprio para o plantio de arroz, mas que, para isso, reparos precisam ser feitos na área do açude, viabilizando a irrigação. Enquanto isso não for providenciado, a comunidade vai expandir o cultivo de milho. Igualmente, uma antiga olaria, na qual pelo menos 11 quilombolas trabalharam e que já estava desativada, deve ser aproveitada, em parte, como aviário. "Vamos nos organizar para isso, é uma forma de ter mais um retorno em renda", informa Souza.

Regularização

O processo de regularização do território de Rincão dos Martimianos foi aberto no Incra em 2005. Em 2006, a área foi identificada. Em 2007, foi reconhecida e, em 2009, publicado decreto presidencial autorizando as desapropriações. Para Machado, o tempo decorrido demonstra a complexidade do processo, que passa por várias etapas administrativas e judiciais  com amplo direito de defesa das partes envolvidas. "Não é algo feito de maneira açodada", registra, destacando o trabalho meticuloso realizado pelo Incra.

Fonte:Incra

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