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Cidadania e Justiça

Ceará vai criar plano de combate ao trabalho escravo

Respeito

Estado ocupa a quarta posição no ranking nacional de trabalhadores resgatados, atrás de Minas, Maranhão e Rio de Janeiro
publicado: 23/03/2016 16h13 última modificação: 29/03/2016 10h12
Foto: Renato Alves / MTE Plano vai ser definido por representantes do ministério do Trabalho, OIT, governo estadual e Ministério Público

Plano vai ser definido por representantes do ministério do Trabalho, OIT, governo estadual e Ministério Público

O Estado do Ceará vai elaborar um plano de combate ao trabalho escravo. O superintendente do Ministério do Trabalho no Estado se reuniu com o governador Camilo Santana e com representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e definiram a organização de um grupo para atuar na criação do plano.

Para Camilo Santana, a intenção é atuar na prevenção e, assim, erradicar o trabalho escravo do Ceará. "É muito importante trabalhar na prevenção e, também, na reinserção das vítimas no mercado de trabalho. A ideia é incluí-las nas ações que o Estado oferece. Vamos trazer essas pessoas para dentro dos nossos programas", disse.

A formatação do plano, segundo o governador, envolverá ainda instituições como o Ministério Público do Trabalho (MPT) e entidades da sociedade civil. "Precisamos da integração de todos nessa iniciativa", afirmou.

De acordo com Sérgio Carvalho, auditor fiscal do Trabalho, o crime se caracteriza principalmente por trabalho degradante e jornada exaustiva. Ele citou a importância da pactuação com o governo do Estado para atuar na prevenção e combate. "É fundamental o poder público Estadual assumir esse compromisso de combater e erradicar o trabalho escravo. Precisamos muito avançar na prevenção e na reinserção de trabalhadores egressos e vulneráveis", disse ele.

O Ceará ocupa a quarta posição no ranking nacional de trabalhadores resgatados. Os três Estados recordistas em registros são Minas Gerais (148), Maranhão (107) e Rio de Janeiro (73).

Em 2015, as equipes do Grupo de Fiscalização Móvel de Combate ao Trabalho Escravo  formado por auditores fiscais do Trabalho, procuradores do Trabalho, policiais rodoviários federais e agentes da Polícia Federal  resgataram 70 trabalhadores em condições análogas à escravidão.

No ano anterior, foram 68. Apesar da proximidade do número de vítimas, o total de recursos pagos em indenizações quase dobrou. Saltou de R$ 111.800,00, em 2014, para R$ 271.350,00, no ano seguinte. A explicação para o aumento pode ter relação com o tempo de serviço e o valor dos salários dos trabalhadores resgatados. Ao todo, foram lavrados 90 autos de infração.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Trabalho e Previdência Social

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