Cidadania e Justiça
"Extrema pobreza entre negros reduziu quase 72%", diz ministra Nilma Lino
População negra
Mudanças na vida da população negra do País nos últimos 13 anos promovidas pelas políticas afirmativas do governo foram apresentadas pela ministra das Mulheres, Igualdade Racional e Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, em evento no Palácio do Planalto. Ela participou da assinatura de Atos de Reforma Agrária e Comunidades Quilombolas nesta sexta-feira (1º).
Segundo a ministra, de 2003 a 2014, a situação de extrema pobreza que atinge as populações negras reduziu quase 72%. Programas como o Bolsa Família contam com 73% dos beneficiários negros, dos quais 68% são famílias chefiadas por mulheres.
“Sabemos que temos um longo caminho para percorrer para superar o racismo enquanto desigualdade estrutural. Mas não podemos negar, nós estamos avançando”, disse Nilma.
Ela disse ainda que o acesso à moradia também foi ampliado à população negra. “Entre os beneficiários do Minha Casa Minha Vida, 71% são negros. E entre os beneficiários do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), 68% se autodeclaram negros e pardos”.
A ministra disse ainda que, no campo, mais de 166 mil famílias chefiadas por negros e negras hoje recebem apoio governamental para ampliar a produção agrícola e melhorar a renda.
Sobre as comunidades quilombolas, Nilma disse que, entre os anos de 2005 e 2015, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) publicou 208 relatórios técnicos de identificação e delimitação de terras quilombolas. No mesmo período, foram publicadas 107 portarias de reconhecimento dessas comunidades, 77 decretos de desapropriação e 29 títulos de propriedade, contemplando cerca de 30 mil famílias em todo o País.
A ministra destacou a Lei de Cotas 12.711, que garantiu o acesso ao ensino superior a aproximadamente 150 mil estudantes negros em todo o País. “As universidades públicas federais e os institutos federais de Ensino Superior garantiram e ganharam em diversidade e qualidade, com destaque para as boas notas dos alunos cotistas e dos baixos índices de desistência deles”, disse Nilma.
Por fim, a ministra falou da Lei 12.990, que prevê a reserva de 20% das vagas nos concursos públicos federais para pessoas que se autodeclaram pretas e pardas. Desde o início da sua vigência, em 2014, mais de três mil pessoas negras e pardas ingressaram no serviço público, em levantamento até dezembro de 2015.
“Isso significa uma mudança estrutural no perfil étnico-racial da administração pública federal”, concluiu.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Blog do Planalto
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