Ciência e Tecnologia
Sociedade é convidada a opinar sobre Trem de Alta Velocidade
O complexo do Trem de Alta Velocidade – TAV, que ligará o Rio de Janeiro à São Paulo será tema de audiência pública nos dias 11, 13, 15 e 19 deste mês. As reuniões, abertas ao público, serão realizadas em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. As contribuições poderão ser encaminhadas previamente, via internet, até o próximo dia oito.
A escolha do eixo de atuação do TAV, formado pelos três centros urbanos, se deu pelo índice populacional e econômico das cidades. É nesse espaço geográfico que estão concentrados 33% do Produto Interno Bruto (PIB) e 20% da população brasileira.
Os sistemas ferroviários de alta velocidade são utilizados no transporte de passageiros. Os aparelhos são capazes de desenvolver velocidades iguais ou superiores a 200 km/h. A ferrovia de alta velocidade é adequada quando opera entre pares de cidades onde a distância fica na faixa de 500 a 600 km. Acima disso, a viagem aérea torna-se mais competitiva e a participação relativa de mercado da ferrovia de alta velocidade fica menor.
O governo brasileiro já iniciou o processo de licitação para explorar o serviço de transporte ferroviário de passageiros. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) disponibiliza a documentação completa, da Audiência Publica 103/2009, que inclui a minuta do Edital de Licitação, a minuta do Contrato de Concessão e os estudos de viabilidade do TAV Brasil. Mais informações em www.tavbrasil.gov.br.
Vantagens do sistema:
- indução ao desenvolvimento regional, aliviando áreas de maior densidade urbana;
- redução de gargalos dos subsistemas de transporte aeroportuário, rodoviário e urbano;
- postergação de investimentos na ampliação e construção de aeroportos e de rodovias;
- menor uso do solo comparado à construção ou ampliação de rodovias;
- redução de impactos ambientais e emissão de gases poluentes em decorrência do desvio da demanda do transporte aéreo e rodoviário para o TAV;
- redução dos tempos de viagem associados à baixa probabilidade de atrasos;
- aumento do tempo produtivo para os usuários; - geração de empregos diretos e indiretos;
- redução dos níveis de congestionamento e do número de acidentes em rodovias.
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