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Pesquisas reforçam cadeia produtiva do camarão em Natal (RN)
O setor produtivo do camarão na cidade de Natal (RN) receberá reforços significativos nos próximos anos. A intenção é que a ciência, a tecnologia e a inovação agreguem valor ao produto cultivado na região Nordeste, aumentando assim, a qualidade e a produtividade.
A transferência de tecnologia para as empresas que cultivam o camarão será feita pelo Centro Tecnológico do Camarão (CTC), implantado em parceria entre o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) e o governo do estado.
Atualmente, pesquisadores cedidos pela UFRN, que atuam no Centro, buscam melhorar a espécie do camarão Farfantepenaeus subtilis (camarão rosa) cultivado em viveiros. De acordo com o vice-diretor executivo do CTC, Ezequias Viana de Moura, a proposta é tornar o produto mais resistente às intempéries, como o clima, a temperatura da água e outras variantes que podem comprometer sua criação.
Os estudos envolvendo o camarão são feitos em dois centros de pesquisa, todos eles financiados pela mesma parceria. Neste sentido, existem duas etapas. Na primeira, as matrizes de camarões selecionados são responsáveis por reproduzir todos os crustáceos que servirão para as pesquisas. Todas têm o olho esquerdo cortado com o intuito de buscar uma maturação mais rápida e para um melhor aproveitamento dos óvulos.
Quando estão prestes a desovar, os camarões são separados do grupo e seguem para um tanque onde ficam sozinhos. O processo, nessa primeira fase, dura em média, 20 dias. Depois disso, esses camarões, vão para um centro de tratamento, onde os tanques de cultivo foram escavados no próprio solo.
Nos próximos meses, serão ministrados cursos para produtores locais de camarão. Moura falou também de uma parceria com a Petrobras para produção de biodiesel a partir de microalgas.
Fonte:
Ministério da Ciência e Tecnologia
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