Ciência e Tecnologia
Cientistas melhoram compostos de espécies vegetais ameaçadas
O Laboratório de Biologia Celular (Biocel), do departamento de botânica, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), realiza estudos para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e de baixo custo para estabelecer programas eficientes visando à conservação e a produção de compostos vegetais biologicamente ativos.
Entre as espécies vegetais trabalhadas, destaca-se a Ocotea catharinensis, conhecida como canela-preta, que hoje se encontra na categoria de vulnerável, segundo a International Union for the Conservation of Nature (IUCN).
De acordo com André Santos, do programa de pós-doutorado no Biocel, a aplicação da técnica de embriogênese somática (produção in vitro de embriões) nesta espécie tem possibilitado a conservação de material genético da canela-preta, além de permitir a exploração sustentável de metabólitos secundários produzidos por esta espécie.
Os metabólitos secundários são compostos orgânicos, cuja produção está diretamente envolvida em processos de crescimento e desenvolvimento vegetal. “Com os estudos in vitro, abrem-se outras possibilidades para tentarmos incrementar a produção destes metabólitos com potencial, por exemplo, para a indústria farmacêutica”, diz Santos.
Estudos já realizados no Laboratório de Química de Produtos Naturais (LPQN), do Instituto de Química (IQ) da USP, que é coordenado pelo professor Massuo Kato, demonstraram a ação antioxidante de neolignanas (metabólito secundário) extraídos de folhas e embriões somáticos de canela-preta.
A canela-preta é uma espécie arbórea da familia Lauraceae e ocorre no estado de São Paulo e na região Sul do País. Apesar de sua importância econômica, Santos lembra que os estudos relacionados à conservação e exploração sustentável da espécie ainda são escassos.
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