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Ciência e Tecnologia

Biomassa pode gerar mais de R$ 24 bilhões em energia

por Portal Brasil publicado: 06/10/2010 16h01 última modificação: 28/07/2014 09h13
Divulgação/Ministério da Ciência e Tecnologia Brasil domina a tecnologia de gaseificação, no entanto essa técnica aplicada na conversão da biomassa em combustível ainda precisa ser desenvolvida

Brasil domina a tecnologia de gaseificação, no entanto essa técnica aplicada na conversão da biomassa em combustível ainda precisa ser desenvolvida

A procura de novas fontes energéticas é uma preocupação da maioria dos países em desenvolvimento. Quando o tema é aproveitamento da biomassa a gaseificação é vista como uma ferramenta para diminuir a emissão de gases de efeito estufa e garantir a produção de energia limpa. Uma das principais fontes de biomassa no Brasil é a cana de açúcar. Em 2009, foram colhidas 650 milhões de toneladas de cana. Cada tonelada gera 210 quilos de biomassa. 

Só com a biomassa produzida pela cana em 2009 seria possível gerar cerca de R$ 24 bilhões em energia. A gaseificação é feita por reações termoquímicas que resultam em um combustível que pode ser utilizado de diversas maneiras. Um exemplo é o seu uso em motores de combustão interna e turbinas a gás. 

O Brasil domina a tecnologia de gaseificação, no entanto essa técnica aplicada na conversão da biomassa em combustível ainda precisa ser desenvolvida. Desde 1973, quando estourou a crise do petróleo, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do estado de São Paulo (IPT) desenvolve projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, principalmente na conversão de combustíveis sólidos em gás. 

O IPT planeja a construção de uma usina, em Piracicaba, no interior de São Paulo, para incrementar essa técnica. O projeto custa cerca de R$ 110 milhões e deve ser construído em cinco anos. A proposta está em analise pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). Além de pretender contar com a participação federal, o IPT tem o apoio de empresas privadas como a Braskem, Cosan e Oxiteno. 

 

Fonte:
Ministério da Ciência e Tecnologia

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