Ciência e Tecnologia
Técnicos estrangeiros aprendem a monitorar florestas por satélites em SP
Em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) realiza, a partir desta segunda-feira (4), o primeiro curso para capacitação internacional em monitoramento de florestas por satélites, em São José dos Campos (SP). O curso vai até o dia 15 de outubro, e é direcionado para representantes da FAO e técnicos do Equador, México e Guiana.
A capacitação foi firmada pelas duas instituições em Copenhague, em dezembro de 2009, com o objetivo de promover o monitoramento para REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento.
“Embora este curso esteja acontecendo na sede do instituto, em São José dos Campos, os próximos já serão em Belém”, diz Cláudio Almeida, chefe do Centro Regional da Amazônia (CRA) do Inpe.
Outros cursos a partir de outubro
Além da iniciativa com a FAO, foi assinado no último mês de julho memorando semelhante entre três instituições para promoção de nove cursos que serão ministrados em inglês, francês e espanhol ao longo de três anos. O primeiro deles, no Inpe Amazônia, começa no dia 25 de outubro e será ministrado a técnicos da Quatemala, Peru, Equador e Colômbia.
Fazem parte da parceria a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica).
Outra capacitação, fruto de parceria entre o Inpe e a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) vai começar no primeiro semestre de 2011, em Belém. O acordo entre o Inpe e OTCA vai garantir cursos para equipes técnicas dos países da América do Sul por onde se estende a floresta, para permitir que a cobertura florestal da região seja totalmente monitorada.
Através do Inpe, o Brasil monitora, por satélite, 4 milhões de Km² de florestas na Amazônia todos os anos. O programa de acompanhamento de florestas permite medir o desmatamento e divulgar as informações obtidas a partir dos satélites.
Fonte:
Inpe
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