Ciência e Tecnologia
Brasil assina acordo para pesquisa astronômica no hemisfério austral
O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Observatório Europeu do Sul (ESO) assinam nesta quarta-feira (29), em Brasília, acordo para adesão do Brasil à pesquisa astronômica no hemisfério austral.
O acordo atende a recomendações da Comissão Especial de Astronomia (CSA), dentro do Plano Nacional de Astronomia (PNA), no que se refere à inserção continuada da comunidade astronômica brasileira na sociedade internacional. O País crescerá na área se tiver acesso aos meios mais modernos de pesquisa astronômica e participar de grandes projetos de infraestrutura observacional.
O PNA também prevê que o Brasil se associe ao projeto de construção e nova geração de telescópios gigantes. A participação brasileira no ESO vai beneficiar a astronomia brasileira, com sua inserção nos três principais projetos: Giant Magellan Telescope - GMT; Thirty Meter Telescope –TMT e European Extremely Large Telescope – E-ELT).
O observatório já demonstrou interesse no ingresso de novos membros para ajudar a financiar o seu futuro superobservatório, o E-ELT, que terá 42 metros de abertura e deve ser inaugurado em 10 anos. A possibilidade de empresas brasileiras disputarem as licitações ligadas à instituição é outra grande vantagem do acordo. Nas áreas técnica e de alta tecnologia, as empresas também terão grandes oportunidades.
ESO
O ESO é uma associação de 14 membros de países europeus, regida por convenção, e uma das mais bem sucedidas organizações intergovernamentais da Europa. A entidade opera as instalações astronômicas mais produtivas do mundo, fornecendo infraestrutura observacional de ponta para os astrônomos dos países membros.
Com orçamento anual de 135 milhões de euros, o ESO emprega cerca de 700 pessoas. Por meio da construção e operação do conjunto de telescópios terrestres mais poderosos da Terra no Chile, oferece à indústria de seus países membros numerosas oportunidades de participação no desenvolvimento de alta tecnologia em ótica fina, automação, controle e todas as técnicas de alto valor agregado. Com o acordo, as empresas brasileiras podem ser especialmente favorecidas em virtude de sua proximidade geográfica com o Chile.
A entrada do País no consórcio custará cerca de 250 milhões de euros (equivalente a quase R$ 555 milhões) em 11 anos.
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