Ciência e Tecnologia
Profissionais da Itaipu realizam estudo inédito sobre águas do Rio Iguaçu
Um estudo inédito feito por profissionais da Itaipu acaba de comprovar, com dados científicos, o que o olhar de centenas de pessoas vê todos os dias: a força das águas das Cataratas do Iguaçu. Em alguns pontos próximos às quedas, a velocidade chega a quase 7 metros por segundo. A rapidez das águas é seis vezes superior à média de um rio comum, que é de um metro por segundo, e produz força suficiente para arrastar uma pedra de toneladas.
O resultado é parte do trabalho da Divisão de Estudos Hidrológicos e Energéticos (OPSH.DT) sobre o comportamento das águas do Rio Iguaçu, no trecho de 23 km entre as cataratas e a confluência com o Rio Paraná. A pesquisa foi encomendada à Itaipu pela Comisíon Mixta Argentino Paraguaya del Río Paraná (Comip), formada pelos dois países.
O relatório, que começou com estudos em setembro de 2010 e deve ser concluído em março, ampliará e tornará mais precisos os modelos já existentes sobre o comportamento do Rio Iguaçu. Até essa análise, os diagnósticos estavam limitados a montante das quedas, ou a uma distância de 5 km a jusante do Iguaçu, exatamente em virtude da dificuldade imposta pela força das águas.
“Não conseguíamos navegar após o Porto do Macuco por causa da dificuldade das corredeiras, então nossos estudos iam até este ponto. E o último deles foi feito há 34 anos, em 1977”, explicou o engenheiro Juan Blas Fernandes, da Comip. Uma distância de 5 km separa o porto da Ilha de San Martin, próxima às primeiras grandes quedas.
Para a pesquisa encomendada agora, a alternativa foi alugar uma embarcação do Macuco, com dois motores de 150 cavalos, própria para as corredeiras do Iguaçu. Foi com este barco que a OPSH.DT conseguiu realizar a medição inédita nas últimas quarta (9) e quinta-feira (10).
Fonte:
Itaipu Binacional
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