Ciência e Tecnologia
Governo prevê que 75 mil estudantes estejam fora do País em 4 anos
Para o governo brasileiro, 75 mil estudantes do País estarão cursando mestrado ou doutorado no exterior em 4 anos. A estimativa é do ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Aloizio Mercadante, que participou nesta quarta-feira (4) de audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal. Além de representantes do MCT, participaram do encontro integrantes da área de C&T e senadores que compõem a comissão.
De acordo com o ministro, o número pretendido parece alto, mas países como a China, por exemplo, já possuem 80 mil doutorandos apenas nos Estados Unidos. “O Brasil tem que ter noção do tamanho do nosso potencial e de nossos desafios, principalmente na área das engenharias”, disse Mercadante.
A presidenta Dilma Rousseff defendeu o tema nos últimos dias e o assunto chegou a ser tratado na visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil, em março. Um dos acordos diplomáticos firmados foi o de cooperação prevendo o intercâmbio de alunos e professores entre os dois países.
Na audiência, Mercadante também destacou a descentralização das universidades federais, que ainda apresentam concentração na região Sudeste apesar de significativa descentralização nos últimos oito anos. Segundo ele, é necessário investir em bolsas de estudo e programas de infraestrutura da pesquisa.
Outro desafio destacado na audiência foi o avanço da banda larga, principalmente na região Norte. Mercadante defendeu a melhoria dos acordos firmados entre governo e empresas de telecomunicações para oferta de banda larga nas escolas públicas. Para o ministro, é necessária uma discussão maior a cerca do assunto no Senado.
O presidente da CCT, senador Eduardo Braga (PMDB/AM) se mostrou aplicado para novos debates sobre temas de avanço da Ciência e Tecnologia. Ele propôs a formação de uma equipe formada por representantes do MCT e consultores da comissão para elaboração de propostas de alteração das legislações de C&T. “Se assim procedermos, antes do término do primeiro semestre teremos matérias de defesa do setor”, disse Braga.
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