Ciência e Tecnologia
Sistema de alerta de desastres reforça papel da ciência para evitar mortes, diz Nobre
O papel da ciência para evitar mortes diante de fenômenos naturais extremos foi tema nessa segunda-feira (11) de painel realizado na 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). No encontro, o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, do Ministério da Ciência e Tecnologia (Seped/MCT), Carlos Nobre, adiantou as atividades que serão realizadas pelo Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Para o secretário, o Cemaden será uma ferramenta importante contra novas baixas em áreas de risco. “Hoje, a ciência consegue anteceder aos desastres naturais com tempo suficiente para se evitar desastres com vítimas. Sem um sistema de alerta não há o que se fazer para evitar as catástrofes. Sem o alerta, a Defesa Civil só pode agir no País depois que o fato aconteceu e, com isso, apenas no sentido de reparar as perdas”, explicou.
Segundo Nobre, o sistema entrará em funcionamento a partir de novembro, e cerca de 25 cidades terão o monitoramento atuando 24 horas por dia. “Começaremos com as cidades que possuem cartas geotécnicas prontas. Essas cartas é que nos possibilitam identificar a região que tem áreas com risco de desastres”, salientou.
O Decreto Nº 7.513, que cria o Cemaden, foi publicado no Diário Oficial da União no início do mês. A sala de situação responsável por emitir os sinais será instalada na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em Cachoeira Paulista (SP).
Durante quatro anos, período de instalação total do sistema, serão investidos R$ 250 milhões no centro.
A reunião da SBPC ocorre durante toda a semana no campus da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia (GO), até a sexta-feira (15).
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