Ciência e Tecnologia
Mercadante defende cooperação internacional para segurança nuclear
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, defendeu a cooperação internacional como o caminho para o aprimoramento da segurança nuclear. Ele presidiu a mesa com o chanceler japonês, Koichiro Genba, no segmento ministerial da reunião de alto nível sobre o tema na 66ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
“É imperioso promover a cooperação internacional e a coordenação de esforços internacionais para fortalecer a segurança nuclear global, fornecer conhecimentos especializados e aconselhamento na promoção de uma rigorosa cultura de segurança nuclear em todo o mundo”, sintetizou o ministro na quinta-feira (22).
Mercadante afirmou que o acidente em Fukushima, no Japão, em março, alertou para a necessidade de aprimoramento dos padrões de segurança das usinas nucleares. “O Brasil sempre favoreceu o fortalecimento do Sistema Internacional de Segurança Nuclear e sempre desenvolveu e defendeu uma cultura de segurança na área”, ressaltou.
Sem tal cultura, disse ele, dificilmente se consolidará um ambiente favorável às aplicações pacíficas dessa tecnologia, que a seu ver devem ser garantidas. Ele ponderou que o futuro da modalidade nuclear na matriz energética mundial depende também, diretamente, do equacionamento satisfatório da destinação dos rejeitos.
O ministro afirmou que o Brasil tem uma das mais limpas matrizes energéticas e que a fonte nuclear responde por apenas 2% dela e responde a rigorosos padrões. “Nosso País saudou as recomendações da Conferência Ministerial sobre Segurança Nuclear, realizada em Viena, em junho”, comentou, listando também as medidas determinadas pela presidenta Dilma Rousseff logo após o vazamento de Fukushima.
Aloizio Mercadante falou também sobre o papel da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) na definição das diretrizes para o setor e dos países em sua aplicação. Reiterou, ainda, a solidariedade do povo brasileiro aos japoneses em função do acidente de março. Ele afirmou que os dois países têm vínculos históricos.
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















