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Ciência e Tecnologia

Foguete na Barreira do Inferno marca cooperação espacial entre Brasil e Alemanha

por Portal Brasil publicado: 25/11/2011 12h10 última modificação: 28/07/2014 14h52

Para marcar os 40 anos de cooperação internacional entre o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e o Centro Espacial da Alemanha (DLR), o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado nas proximidades de Natal, no Rio Grande do Norte, realiza, às 20h desta sexta-feira (25), o disparo de um foguete suborbital Improved Orion, de fabricação norte-americana.

Tripulações da FAB e Marinha do Brasil estarão empenhadas na segurança da operação, interditando o espaço aéreo e marítimo nas proximidades do CLBI. Na Operação Brasil-Alemanha, o veículo e a carga útil serão de responsabilidade do DLR, com a equipe brasileira fazendo a integração, os testes, o lançamento e o rastreio.

Disparado de uma rampa móvel, o Orion é um foguete de sondagem monoestágio, não guiado, estabilizado por aletas, que pesa 500 kg e utiliza um motor carregado com propelente sólido. Ele atingirá uma altitude entre 95 e 105 km e cairá no Oceano Atlântico após percorrer uma distância em linha reta que pode variar entre 70 e 80 km.

A Operação Brasil-Alemanha prevê ainda o lançamento de um segundo foguete no dia 2 de dezembro: o VS-30 V8, um veículo de concepção brasileira, monoestágio a propelente sólido, com uma massa total da ordem de 1.500 kg. Segundo cálculos preliminares, Seu apogeu deverá estar entre 160 e 200 km, com impacto a uma distância entre 105 e 145 km.

Os dois disparos serão monitorados à distância pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, operando equipamentos de radar e estação de telemedidas.

 

Pesquisas

O VS-30 V08 carregará dois experimentos científicos, um proposto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e outro pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).  Este último tem como função básica informar com precisão a posição e a velocidade do foguete ou de um satélite no espaço.

A principal inovação é a incorporação de certas características, principalmente de software, que não estão presentes em receptores disponíveis comercialmente, como a capacidade de funcionar em elevadas altitudes e em altas velocidades sem perder o sincronismo com o sinal recebido da constelação de satélites GPS. Atualmente os receptores GPS utilizados na área espacial, no País, são importados. O experimento conta com a cooperação do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

O evento servirá também para o treinamento dos profissionais do CLBI para operar a estação móvel de telemedidas e o lançador móvel, além de interligar as estações de telemetria, radar e de tratamento de dados de localização das duas bases espaciais brasileiras.

 

Cooperação

O DLR pretende desenvolver tecnologias para construção de plataformas orbitais recuperáveis e experimentos de reentrada atmosférica que serão posteriormente utilizados em novos projetos de veículos lançadores reutilizáveis e aeronaves hipersônicas. Da parceria entre Brasil e Alemanha surgiram vários produtos, como o foguete de sondagem VSB-30, e projetos, como o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1).

O VSB-30 é um foguete biestágio, que transporta cargas úteis científicas e tecnológicas, de 400 kg, para experimentos na faixa de 270 km de altitude. Para experimentos em ambiente de microgravidade, o VSB-30 permite que a carga útil permaneça cerca de seis minutos acima da altitude de 110 km. Até hoje, foram efetuados onze lançamentos, todos com sucesso.

Projetado pelo Brasil com apoio alemão, o VLM, capaz de colegar micro e nano satélites em órbita, deve ser lançado no Brasil a partir de Alcântara (CLA), no Maranhão, em 2015.

 

Fonte:
Ministério da Defesa

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