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Ciência e Tecnologia

Empresas que atuam com nanotecnologia terão R$ 30 milhões em recursos

Os recursos contemplam projetos relacionados a plásticos e borrachas, papel e celulose, e higiene pessoal, perfumaria e cosméticos
por Portal Brasil publicado: 20/03/2013 16h28 última modificação: 30/07/2014 00h43
Divulgação/Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação Plano visa tornar as empresas brasileiras mais competitivas no mercado global, por meio da inovação tecnológica e aumento da produtividade

Plano visa tornar as empresas brasileiras mais competitivas no mercado global, por meio da inovação tecnológica e aumento da produtividade

Foram liberados, nesta quarta-feira (20), recursos de subvenção econômica no valor de R$ 30 milhões, não reembolsáveis, para empresas brasileiras investirem em desenvolvimento de produtos com base em nanotecnologia. A seleção pública, que apoia pesquisas que envolvam risco tecnológico e oportunidades de mercado, é parte do primeiro pacote do Plano Inova Empresa, lançado na última quinta-feira (14).

Sob execução da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), os recursos liberados vêm do Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia (FNDCT) e contemplam projetos relacionados a plásticos e borrachas, no valor de R$ 12 milhões; papel e celulose, com R$ 10 milhões; e higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, com R$ 8 milhões. O prazo para as empresas enviarem propostas termina no dia 16 de maio.

 

Fomento

Segundo o coordenador-geral de Micro e Nanotecnologias do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Flávio Plentz, a escolha dos temas apoiados teve como base sugestões do Comitê Interministerial de Nanotecnologia e pesquisas de mercado. “Em plásticos e borrachas, por exemplo, para estreitar o enfoque, nos ancoramos num estudo que apontava que o Brasil tem um grande mercado para embalagens. A nanotecnologia pode ajudar a preservar o alimento, que não oxida e mantém suas qualidades.”

O valor, R$ 12 milhões, destinado a plásticos e borrachas buscam incentivar o desenvolvimento de produtos com barreiras de gases ou umidade – característica útil em embalagens e até em bolas de tênis, para retardar o esvaziamento –, mas uma segunda linha inclui propriedades antimicrobianas, possível em geladeiras, máquinas de lavar e meias que evitam chulé.

Em papel e celulose, Plentz destacou que os produtos, como nanofibras e nanopartículas, devem ser feitos a partir de biomassa. “Consideramos isso estratégico, tendo em vista a disponibilidade da matéria-prima no Brasil e a competência nacional na produção. E a nanocelulose está ganhando muita atenção internacional”. As inovações podem conferir propriedades de resistência e flexibilidade a polímeros, como PVC e garrafas PET.

Consolidado no cenário nacional, o tema de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos já lançou produtos de sucesso, como protetores solares. “É uma área da nanotecnologia em que o Brasil tem conhecimento. Já temos mercado e empresas trabalhando de forma consistente”, concluiu.

 

Plano Inova Empresa

O Plano Inova Empresa, que foi lançado pelo governo na última quinta-feira, visa tornar as empresas brasileiras mais competitivas no mercado global por meio da inovação tecnológica e aumento da produtividade. Os recursos, da ordem de R$ 32,9 bilhões, serão aplicados em 2013 e 2014 e beneficiarão empresas de todos os portes dos setores industrial, agrícola e de serviços. As linhas de financiamento serão executadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Finep.

Do total, R$ 20,9 bilhões serão ofertados por meio de crédito para empresas, com taxas de juros subsidiadas de 2,5% a 5% ao ano, quatro anos de carência e 12 anos para pagamento. As subvenções econômicas às empresas representarão R$ 1,2 bilhão, enquanto o fomento para projetos em parceria entre instituições de pesquisa e empresas, R$ 4,2 bilhões. Também serão aplicados R$ 2,2 bilhões em participação acionária em empresas de base tecnológica.

O plano também deve receber mais R$ 3,5 bilhões por meio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para atividades de pesquisa e inovação no setor de telecomunicações, recursos que ainda dependem do término do processo de regulação do setor, que está sob consulta pública.

 

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Agência Brasil

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