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Ciência e Tecnologia

Bolsista do Ciências Sem Fronteiras recebe estágio de empresa coreana de aeronaves

Intercâmbio

João Luis é bolsista de graduação sanduíche em engenharia mecânica da Hanyang University, por meio do Programa Ciências Sem Fronteiras
por Portal Brasil publicado: 06/09/2013 11h22 última modificação: 30/07/2014 00h43
Divulgação / EBC O programa oferece bolsas em ciências exatas, matemática, química e biologia, engenharias, áreas tecnológicas e da saúde

O programa oferece bolsas em ciências exatas, matemática, química e biologia, engenharias, áreas tecnológicas e da saúde

O estudante brasileiro João Luis de Meneses Barros, da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), conseguiu uma oportunidade de estágio no Applied Aerodynamics Laboratory (Aerolab), o laboratório de Aerodinâmica da Hanyang University, da Coreia do Sul. A universidade é um dos mais importantes centros de pesquisa da Coreia do Sul, e tem como foco de pesquisa o projeto conceitual e preliminar de aeronaves de asa fixa, helicópteros, turbo máquinas e demais sistemas que façam uso de análise de Dinâmica de Fluidos. 

João Luis é bolsista de graduação sanduíche em engenharia mecânica da Hanyang University, por meio do Programa Ciências Sem Fronteiras. Com duração de dois meses, o estágio foi realizado em um laboratório e o estudante participou principalmente da fase do projeto conceitual de aeronaves.

O conceito do projeto é o de uma aeronave não-convencional, que os cientistas acreditam ser o modelo promissor nas próximas gerações de aeronaves, mas hoje encontramos basicamente apenas modelos em fase de testes. “A configuração chama-se Blended Wing-Body (comumente conhecido como BWB), em que o corpo e a asa da aeronave tem formatos aerodinâmicos semelhantes, agindo em conjunto para gerar força de sustentação de voo. Pesquisas neste seguimento apontam que aeronaves comerciais desse modelo poderiam comportar de 450 a 800 passageiros, sendo em média 20% mais econômicas em combustível do que aeronaves convencionais de mesma classe”, explica o aluno.

Anteriormente, o aluno já havia participado de estágio na STX Corporation (Divisão de Plantas e Máquinas) e também foi voluntário na Unesco, apresentando projeto sobre a realidade brasileira em colégios coreanos por meio do Programa de Conscientização Cultural (Cross Cultural Awareness Programme).

Estágio

Segundo o estudante, ele participa da construção e análise de um modelo de jato executivo, com capacidade de 14 a 19 pessoas. Devido a este conceito ser bem menor que os primeiros protótipos neste seguimento, o estudante ressalta que o projeto acaba se tornando bastante delicado, em que a viabilidade ainda está em estudo. “No estágio, fiquei responsável por fazer um levantamento de dados de aeronaves tradicionais da mesma classe, fazer estudo de estimativa de peso que a aeronave teria para decolagem, bem como o estudo de aerofólios (design que dá forma aerodinâmica à aeronave, fazendo-a gerar força de sustentação) para condição de voos transônicos. Acompanhei as simulações mais complexas que meus superiores faziam, que é a parte que mais consome tempo, devido à enorme capacidade computacional requerida”, relata João.

Resultados

João destaca que o estágio neste laboratório foi uma excelente oportunidade de acompanhar de perto o início de um projeto de uma aeronave real, que encerra em si todas as competências em engenharia, e a mais alta tecnologia disponível no mercado. “Esta experiência foi uma ampliação dos horizontes de potencialidade do setor. Fiquei bastante feliz pelo feedback positivo dos meus superiores, principalmente pela minha adaptação à cultura de trabalho e vivência coreana, o que me rendeu um convite para estudar o nível de Mestrado e PhD em Aeronáutica pelo laboratório”, destaca o bolsista.

Laboratório

Sob coordenação do professor PhD, Jin-Soo Cho, presidente da Sociedade Aeroespacial da Coreia do Sul e um dos mais importantes pesquisadores do país, o Applied Aerodynamics Laboratory é mantido na Hanyang Universit. Este faz parte de uma rede de laboratórios de pesquisa diretamente ligados à Korean Aerospace Industries (KAI), equivalente a Embraer no Brasil, e com faturamento de US$ 1,9 bilhão em 2012. Reconhecido como “Laboratório de Excelência” pela companhia coreana, participou de projetos tal como o desenvolvimento do caça supersônico de treinamento T-50. 

Fontes:

CNPq


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