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Aparelho inovador irá auxiliar na segurança pública

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Meta do projeto é disponibilizar o aparelho para auxiliar no combate as ameaças contra a segurança pública ou privada
por Portal Brasil publicado: 18/10/2013 21h05 última modificação: 30/07/2014 00h56

A mesa tangível multi usuária é um aparelho que contém um sistema embarcado interativo com imagens projetadas por gestos e objetos tangíveis virtuais, representados na forma de realidade aumentada.

A meta do projeto de pesquisa conduzido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT SEC) é disponibilizar o aparelho para auxiliar o combate a ameaças contra a segurança pública ou privada. O projeto é coordenado pela professora Regina Borges Araújo, do Departamento de Computação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O aparelho poderá ser utilizado em diferentes aplicações de comando e controle, como nos voos com a participação de Veículos Aéreos Não-Tripulados (Vants) e na condução de robôs móveis. O primeiro seria responsável pelo envio de imagens em tempo real, que seriam analisadas através da mesa, e o segundo proporcionaria informações sobre eventuais invasões ou anormalidades em infraestruturas críticas, como aeroportos, hidrelétricas e usinas nucleares, em grandes eventos, entre outros.

Outra contribuição prevista seria o auxílio às ferramentas de visualização, como monitores e telões.

O processo de fusão de dados é uma atividade dirigida pela observação e monitoramento de fontes heterogêneas as quais, no INCT-SEC, incluem os robôs aéreos, táticos e aquáticos. A superfície da mesa tangível foi construída para possibilitar que mais de uma pessoa manipule seus elementos gráficos. A interação envolve a integração de áreas de comando e controle distintas e podem ser aplicadas tanto em ações de entretenimento, como de proteção ao meio ambiente e a segurança.

De acordo com a professora, infraestruturas críticas são pontos sensíveis que se forem danificados, atacados ou sofrerem qualquer tipo de dano, podem comprometer o bem-estar ou até mesmo a vida das pessoas que as utilizam, caso das hidrelétricas, usinas nucleares e bancos.

“Na ocorrência de um incidente, essas pessoas reúnem-se ao redor da mesa. Por exemplo, um grupo de homens do exército observa o mapa da fronteira em uma ação que é tipicamente colaborativa”, explica. “A mesa executa o papel de apoio visual para esse grupo de comando tomar decisões em função das imagens mostradas”, exemplificou a pesquisadora.

Integração

A estrutura possui um software responsável por integrar diversas tecnologias em que é possível coletar informação dos dados retirados de sensores, robôs e Vants, e, posteriormente, transmiti-las para interpretação, modelagem e armazenamento.

“Estamos trabalhando para conseguir inferência sobre o que ocorre na transmissão da informação”, diz Regina. “Usamos ontologias para que tenhamos confiabilidade nessa informação e seja possível criar interpretações e modelagens a partir desses dados enviados”, descreve.

A incorporação crescente de robôs autônomos em operações táticas e de resposta a emergências suscita a necessidade de treinamento constante de equipes em procedimentos que incorporem essas novas tecnologias.

Baseada em jogos virtuais voltados para esta finalidade, uma nova metodologia foi desenvolvida pela pesquisadora do INCT Rafaela Vilela da Rocha, com o objetivo de integrar instrumentos contidos em jogos, simulações e treinamentos, ao domínio de aplicações do sistema embarcado na mesa tangível.

Este projeto conta com a parceria da Universidade de Linköping, na Suécia, para a integração de tratamentos de eventos complexos à simulação de eventos discretos (DEVS). Esta ação fará com que sejam criadas simulações complexas de treinamentos em diferentes domínios de aplicação.

Fonte:
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

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