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Ciência e Tecnologia

Estudantes unem ciência e cultura em musical no Teatro Amazonas

Projeto Socioambiental

Grupo formado por estudantes de escolas públicas de Manacapuru (AM) usam madeiras de demolições para confecção de instrumento musical
por Portal Brasil publicado: 19/10/2013 10h06 última modificação: 30/07/2014 00h56

O grupo musical Camerata de Ukulelê, resultado do projeto que envolve ciência, educação e cultura desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) por meio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT)-Madeiras da Amazônia, irá se apresentar em um dos mais tradicionais palcos da cultura no País: o Teatro Amazonas. 

O evento ocorrerá neste domingo (20), às 19h, e faz parte das atividades do Instituto durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. 

A Camerata de Ukulelê irá se apresentar com a Orquestra de Violões do Amazonas tendo como regente o maestro Davi Nunes. A primeira apresentação será no Teatro para 700 convidados, outra apresentação para público em geral está prevista para novembro em Manacapuru, interior do Amazonas. 

Projeto

O trabalho com o Ukulelê é resultado do projeto Construindo instrumento musical com madeiras da Amazônia desenvolvido no Programa de Bolsa de Iniciação Científica (Pibic-Jr) e conta com a participação de estudantes de escolas públicas do município de Manacapuru.

O objetivo do projeto é transferir tecnologia para a fabricação com madeiras da Amazônia de um instrumento musical de cordas.

A tecnologia foi adquirida no estado do Espírito Santo por um dos sócios da empresa incubada pelo Inpa Puro Amazonas e a matéria-prima para o projeto foi obtida de resíduos de demolição dentro do campus I do Inpa e de algumas árvores caídas naturalmente.

Segundo a coordenadora do projeto, a pesquisadora do Inpa Claudete Catanhede, os ensaios começaram há oito meses. Ainda de acordo com ela, o projeto tem um diferencial: une cultura e ciência.

“O resultado é positivo e pela primeira vez envolve conhecimento científico e cultura. Eles aprenderam a confeccionar e a valorizar o instrumento além de aprender a parte musical e a leitura das partituras. Eles tiveram aula também de postura musical, ou seja, foram oito meses de aprendizado”, afirmou.

O projeto tem o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A apresentação da Camerata no Teatro Amazonas tem o apoio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC).

De acordo com o coordenador do INCT-Madeiras da Amazônia, Niro Higuchi, os alunos foram muito além do objetivo do projeto.

“Os estudantes aprenderam a tocar o instrumento de fabricação própria. Após o encerramento do projeto, os alunos realizaram várias apresentações em Manaus e em uma delas, o maestro da Orquestra de Violões do Amazonas se encantou com a performance deles e convidou o grupo para um treinamento mais profissional. Após alguns ensaios, no início de deste ano, o maestro decidiu que tinha chegado a hora de apresentá-los ao grande público na forma de Camerata”, disse.

Ainda de acordo com Higuchi, o projeto tem foco ambiental e social. “Temos o apelo das mudanças climáticas porque o material de demolição seria queimado, emitindo gás carbônico, ou deixado para decomposição emitindo metano. Também temos o apelo da inclusão social, ao oferecer atividades alternativas fora do horário escolar para meninos de 14 a 16 anos e ainda gerar renda já que cada Ukulelê está sendo vendido a R$ 300, além do apelo da sustentabilidade ecológica e da utilização do recurso florestal da Amazônia. É a pesquisa científica cumprindo, o seu papel social”, destacou.

INCT

O INCT-Madeiras da Amazônia é um Centro Nacional de Pesquisas e Inovação de Madeiras da Amazônia que reúne pesquisadores do Inpa e de Instituições parceiras. A meta principal é o desenvolvimento e execução de estudos de manejo florestal e aproveitamento por meio de processos industriais da madeira e dos seus resíduos. A associação do manejo à tecnologia de processamento.

O projeto iniciado em 2009 tem duração prevista de cinco anos e busca socializar o conhecimento e transferir tecnologia que permita dobrar o rendimento da madeira amazônica. Um dos produtos de maior liquidez econômica extraído da floresta.

 

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação 

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