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Ciência e Tecnologia

Alface pode auxiliar no tratamento da depressão, revela estudo

Embrapa

Experimentos com ácido fólico para o tratamento de anencefalia e lábio leporino apontaram novas propriedades para as hortaliças
por Portal Brasil publicado: 26/11/2013 11h28 última modificação: 30/07/2014 00h59
Zineb Benchekchou/Embrapa Pesquisas com foco no aumento de vitamina B9 levaram cientistas a ampliar experimentos

Pesquisas com foco no aumento de vitamina B9 levaram cientistas a ampliar experimentos

Pesquisas com plantas de alface com foco no aumento de folato, ou vitamina B9, e que exerce um importante papel na prevenção da anencefalia ou da má formação do tubo neural, conhecida com lábio leporino, ganharam mais uma vertente através da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Parceria formada entre a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Hortaliças, ambas localizadas em Brasília (DF), estendeu os experimentos para obtenção de maior teor do ácido fólico também para a prevenção e tratamento da depressão. 

As pesquisas com o folato na alface são coordenadas pelo pesquisador Francisco Aragão, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, que apresentou na Embrapa Hortaliças, em setembro de 2012, seminário sobre o trabalho que vinha desenvolvendo para modificar geneticamente uma variedade de alface visando aumentar a presença da vitamina por meio do processo de biofortificação. Foi nessa ocasião que surgiu a ideia de ampliar os horizontes da pesquisa, de acordo com a pesquisadora Leonora Mattos. “Durante o seminário apresentado por Aragão, me chamou a atenção o fato de as pesquisas realizadas com a alface possuírem semelhanças com as que nós desenvolvíamos com a abóbora, tanto na fase in vitro como na in vivo, então conversamos sobre a possibilidade de atuar em conjunto, e ampliar o foco inicial – além das mulheres grávidas, a doença da depressão também iria fazer parte dos testes com alface biofortificada”, explica. 

Com relação aos testes com abóbora, citados pela pesquisadora, vale lembrar que levantamento realizado pelo Departamento de Nutrição Humana da Universidade de Brasília (UnB), nos estudos de pós-graduação conduzidos pelo pesquisador Celso Moretti, mostrou os efeitos de uma espécie de abóbora sobre os níveis de glicemia em portadores de diabetes. Os estudos resultaram em um projeto, em fase adiantada de avaliação dos testes in vivo realizados.

“Também no caso da pesquisa com alface, trabalhos referentes à presença do folato, sal do ácido fólico, indicaram como positiva a sua contribuição nos casos de depressão”, explica Leonora. “O folato, assim, assume duas funções importantes: na depressão e na gravidez, daí a relevância do aumento de seu percentual na alface, que já produz a vitamina, mas em pequena quantidade.” 

Testes

Como nos casos de outros projetos assemelhados conduzidos por Moretti e Leonora, que envolveram, além da abóbora (diabetes), o alho (doenças cardiovasculares) e a melancia (hipertensão), os trabalhos com a alface também contam com a participação do Departamento de Nutrição Humana. Os testes com alface, por exemplo, vêm sendo realizados pela doutoranda Adriana Barbosa, que após trabalhar com experimentos in vitro, isto é, ensaios em laboratório, começarão os testes in vivo, com a ingestão de alface por grupos de ratinhos – um grupo receberá alface com maior concentração de folato, enquanto outro vai ingerir a hortaliça que não foi biofortificada, com vistas a dimensionar os efeitos da vitamina nessas cobaias. 

Fonte:
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

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