Ciência e Tecnologia
Curso para monitorar extração de madeira será oferecido em Belém
Técnica
Em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), a capacitação no mapeamento e monitoramento da exploração seletiva de madeira vem sendo realizada desde 2010 pelo Centro Regional da Amazônia (CRA), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/), em Belém (PA). Para facilitar as pesquisas será realizado no CRA, desta segunda-feira (18) até a sexta (22), um curso específico para o uso de dados em Light Detection and Ranging (Lidar - sigla em inglês).
As pesquisas na área de detecção do corte seletivo estão avançando e novos sensores, como o Lidar, estão sendo avaliados quanto à sua potencialidade para análises da estrutura florestal.
O curso é resultado de parceria entre o Centro Regional da Amazônia, o Serviço Florestal e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Monitoramento por Satélite (Embrapa), que realiza o projeto Paisagens Sustentáveis, destinado a desenvolver capacidade técnica para atuar em ações de REDD+ com foco em monitoramento, relato e verificação. Também conta com o apoio do United States Forest Service (USFS) e da United States Agency for International Development (Usaid), que financia o projeto.
Os instrutores do curso serão os especialistas em Sensoriamento Remoto do United States Forest Service (USFS), o Serviço Florestal Americano, Brent Mitchell e Jess Clark.
Metodologias
Participarão do curso em Belém técnicos de diferentes instituições nacionais e internacionais, como Embrapa, Inpe, SFB, Universidade Federal do Pará (UFPA), Instituto Evandro Chagas, Ministério do Meio Ambiente do Equador e Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais (IDEAM) da Colômbia.
“A heterogeneidade da equipe permitirá e incentivará o desenvolvimento de novas metodologias para utilização de dados Lidar em conjunto com dados orbitais e também aqueles extraídos em campo. Estes dados auxiliam a contabilização de carbono no âmbito do REDD+, que é um dos objetivos do projeto Paisagens Sustentáveis”, explica Alessandra Gomes, Chefe do CRA/Inpe.
O aumento na capacidade de monitorar o carbono e outros gases e o levantamento de estimativas locais poderão auxiliar na formulação do inventário nacional de emissões de gases de efeito estufa e, também, devem beneficiar outras ações municipais, estaduais e federais.
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